Comentários

Estou à espera das vossas histórias!!!

Agora os comentários mais recentes ficam visíveis aqui ao lado. Os comentários a crónicas antigas já não ficam "perdidos" e todos sabemos o que isso custa...

Now the top chronicles will also be available in English. Look for the tag ENGLISH to see all of them. Have fun!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eu estava lá quando foi eleito o logo da World Cup 2000


Como é do conhecimento geral, Portugal organizou o Final Round da Taça do Mundo em 2000, na Marinha Grande - Leiria e em Monsanto - Lisboa. Inicialmente a ideia era uma organização conjunta com Espanha, mas acabámos por avançar sozinhos e surpreendentemente fomos escolhidos, em detrimento outras candidaturas com mais créditos (claro que o exotismo da Orientação em Portugal também deve ter pesado a nosso favor).

A organização envolveu técnicos voluntários de todo o país, que conjugaram vontades e esforços, para organizar um evento de grande qualidade, que afirmou definitivamente Portugal como país com grande capacidade organizativa, também na Orientação.

Dois anos antes da prova foi lançado um concurso para eleger o logótipo do evento. Nessa altura eu trabalhava na FPO (DTN) e mesmo sem ter qualquer experiência anterior em design, decidi-me a apresentar também uma proposta.

Como aconteceu em relação ao concurso de frases do COAC, também neste caso despertei uma fera designer adormecida em mim e acabei por apresentar mais de duas dezenas de propostas, sendo que na sua maioria eram variações do mesmo tema.

Com a apresentação de tantas propostas as minhas probabilidades de ganhar aumentaram muito e de facto acabou por ser escolhida uma delas. Aproveito para esclarecer os mais desconfiados que foi uma escolha cega e que me coube a mim numerar as propostas, pelo que só eu sabia quem eram os candidatos (vocês são terríveis... não eu integrava o júri! Lembro-me que dele faziam parte o Gino, a Isilda Santos, o Francisco Pereira e mais dois que não recordo).

Como devem imaginar, acompanhei as apreciações das propostas com muito interesse e expectativa, vendo as propostas minhas concorrentes a caírem uma a uma, e foi já inchado de orgulho que no final assumi a paternidade do Logo vencedor.

Para terminar refiro que acho que esta minha única incursão no design gráfico foi muito feliz e resultou num logo apelativo e cheio de significado... quem sabe passa por aí a alternativa à minha actividade estagnada de Cartógrafo (para que não restem duvidas o logo resultou dum aglomerado de plágios, mas acho que isso deve ser prática corrente neste metier).

PS: Só por curiosidade, este tema ocorreu-me porque reparei que tinha vestido uma t-shirt da World Cup com o logo, já com 11 anos... o que atesta desde logo a sua longevidade (e do algodão da camisola).
Algumas variações do logo. Infelizmente já não encontrei todas as minhas propostas que foram a votação...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Antes cajado que chocalho! (*)

Por Dinis Costa

O cajado é do pastor e o chocalho é do gado.

O cajado, o pau tinha que ser bem escolhido, pau mole e direito, sem ser resinoso, com um comprimento que desse para apoiar as mãos em concha, uma sobre a outra, com queixo apoiado nas costas da que fica por cima, em postura de pastor. Peça de sátira entre companheiros, quase irmãos, risos e galhofa.
Burilar um cajado, fazer neste gravuras a ponta e gume de navalha - navalha estilete, era obra de arte. O cajado era uma peça de ritual que se iniciava no final do treino, logo que conhecidos os tempos, dava-se a passagem do testemunho, até ao início do próximo. Neste período o cajado era companheira de cama e mesa.

Este tipo de rituais é saudável em grupos unos, coesos, cria relação, solidariedade e fortalece o grupo onde o fracasso individual é absorvido por todos. O prémio do cajado “espécie de mascote” era punição psicológica que visa ser superada na primeira oportunidade.

A mesma prática usada em grupos disformes, a meio ver, pode produzir efeitos nefastos pois, com frequência, nestes casos, é dada primazia ao ridículo individual que exclui. A punição simbólica é aplicada a quem o grupo quer e tem de ajudar, trazendo-o para dentro pelo ensinamento.

Por isso proponho a abolição do chocalho e entre o pastar e borregar (o borrego ainda não os tem) escolho o último pois, a associação entre chocalho e pastar cria a imagem cerebral de animal com chifres. 

E, destes faz-se a ponte para a lua - quando cresce ou mingua, desta para a mulher – pelos seus ciclos - e desta para a traição, e daqui para o armar: por os ditos. É certo que hoje já não há cabeça de casal, e sem cabeça não há lugar de “enfeitamento”!? (… ), e, por outro lado, borregar também pode significar gritar…”pedir ajuda, viste o nº.x…”

O cajado, faz de um praticante pastor, diz ao grupo que ele é pastor, quer dizer que não pasta, quando muito movimenta-se ao sabor do rebanho, que se movimenta de acordo com o chamamento do pasto.
Mas, o cajado também é memória, pelos seus trabalhos “decoração”que contam uma história; revela a geografia dos estágios/treinos, a memória das viagens e suas atribulações ou seja, o cajado instituísse quase como um monumento, memória do passado que exclui quem não esteve presente, ficou ali gravada toda a oralidade, das palavras ditas e não ditas, a partilha de momentos de convívio os bons e os maus.

Assim, quem transporta o cajado tem-no à sua guarda e é responsável pela sua segurança, até passar o testemunho, transporta-o, mas este não lhe pertence, só tem o seu uso fruto: que é temporário e imposto e sempre vigiado pela “chacota”do grupo.

O cajado é um símbolo, - memória do grupo em experiência - foi a sua significação pressentida que te levou a guarda-lo.

Uma preciosidade, uma peça de museu “… para memória futura”.

(*) Lido o teu artigo, recordei, e escrevi este pequeno apontamento que se destinava a ser “comentário” do mesmo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tenho uma nóda no peto ai ai; de me encostar ao cajado!

É impossível deixar de reparar nas várias formas de analogia entre a Orientação e a actividade da pastorícia. Isto fica claramente patente em diversos termos usados na nossa modalidade, quer para designar os praticantes, quer os seus desempenhos (curiosamente apenas os negativos).

De seguida vou referir os mais frequentes e respectivos significados:

Pastor - refere-se àquele que pasta (não ao que pastoreia), pretendendo dar a entender que fruto de erros de navegação acabou por percorrer muito "pasto"; corruptela do termo pastador (ou pastista...;o), que seria o mais correcto;

Rebanho - grupo de praticantes que se desloca em grupo, podendo ou não cooperar entre si. Como em qualquer rebanho há uma tendência para seguir o líder, mesmo quando ele se engana;

Manada - idem;

Carneirada - idem; expressão também em uso no Brasil, pois em tempos ouvi um brasileiro se referir a dois atletas tugas como: "Carneirada... de onde um tira o pé o outro põe!!!";

Pastar - acção de deambular no terreno sem sabermos exactamente onde nos encontramos. Os mais preparados usam as já aqui publicitadas técnicas do Quadrado e Caracol;

Chegar de barriga cheia - refere-se àquele que pastou muito;

Borregar - acto de falhar, normalmente por não encontrar o ponto.

No meio militar e em particular nos Comandos, rapidamente esta analogia teve materialização física, pelo aparecimento de cajados que, como se sabe, são uma ferramenta indispensável a qualquer pastor que se preze. Assim, era normal que um praticante que "pastasse" numa prova, fosse presenteado à chegada com o merecido cajado, que ele ostentava com muito embaraço.

Nos Comandos esta tradição foi levada mais longe e era criado um cajado para cada período de treinos. Após cada treino/competição o cajado ficava na posse daquele que tinha tido um melhor desempenho pastoril, e que assumia assim a incumbência de contribuir para a sua decoração. Esta era uma honra que ninguém ambicionava, já que quando regressávamos ao Regimento, o portador do cajado era alvo de chacota por parte dos restantes militares com quem se cruzava (havia sempre um de nós por perto para explicar a tradição).
Nas fotos podem observar um desses exemplares que ficou na minha posse (garanto-vos que isso não aconteceu por desempenho pastoril). Como podem ver o cajado foi acumulando várias gravações, sendo de destacar que uma delas até especifica quais os pontos que provocaram essa distinção. Alguns, numa clara demonstração de humildade gravaram o próprio nome; outros, mais reservados, apenas gravaram as suas iniciais.

Há muito tempo que não vejo alguém com um cajado...
Será que já não há pastores?
Porque não reavivarmos esta tradição e passar a atribuir também um cajado na entrega de prémios?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Andaluzia eXtrem - Casi casi!!! - I

O Andaluzia eXtrem foi uma prova de aventura em BTT, que decorreu no sul de Espanha em  Maio de 2001 e tinha uma extensão de 800km. Nesta prova fiz equipa com a minha Maria e mais uma vez informo que voltarei a este tema mais tarde (com um bocadinho de sorte e persuasão, ainda consigo convencer a Maria a dar um contributo...).
O artigo que se segue foi escrito na altura.


Após cerca de 700 km em que fizemos uma boa gestão do esforço/descanso, de forma a garantir que chegaríamos a Granada sem percalços, acabámos por ser traídos por uma tendinite no pé direito da Maria, que nos levou a abandonar a competição a escassos 100 km da meta. A decisão de abandonar a competição foi difícil, não só por estarmos “casi casi”, mas também porque estávamos em excelente condição física, e em posição de chegar a Granada ainda durante o dia de Sábado!

Por outro lado, termos parado tão perto também significa que nos “divertimos” durante cinco dias e cinco noites, num sobe e desce constante, usufruindo da agreste paisagem da Andaluzia, que nos primeiros dias se revelou bastante inóspita e quase desértica, tornando-se depois mais acolhedora e com alguma água, embora sempre com grandes desníveis. A prova revelou-se, como era esperado, bastante dura, especialmente por haver grandes partes do percurso sem caminhos, onde as BTT’s tinham que ser transportadas às costas, em terreno extremamente irregular e por vezes com vegetação bastante densa.

A organização do evento teve algumas falhas, nomeadamente no que diz respeito à pouca informação que estava disponível para as equipas, sendo necessário estar constantemente a fazer perguntas de forma a sabermos o que se ia passar. Para além disso houve diversos pontos e inclusivamente etapas que foram anulados, o que revela algumas lacunas no planeamento da prova.

Como balanço final da prova, e apesar da nossa desistência, podemos afirmar que foi bastante positivo, tendo permitido acumular mais alguma experiência neste tipo de competições, que será seguramente bastante útil em futuras participações.

domingo, 15 de maio de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Lost in the translations!

Em virtude de ter um razoável domínio da língua da língua inglesa, sou com alguma frequência empurrado para a tarefa de tradutor, onde tenho que fazer um enorme esforço para superar a minha timidez. Vou de seguida contar-vos três dessas situações, que como é óbvio envolveram algum embaraço, pois caso contrário não teriam lugar aqui.

O meu primeiro “contrato” oficial de tradutor foi durante o Congresso da IOF, que decorreu em 1998, em Sintra. Na verdade neste caso era até mais do que apenas tradutor, já que estava a desempenhar tarefas de mestre-de-cerimónias. Acho que até me estava a desenrascar razoavelmente, mas o pior estava para vir. Após o banquete de encerramento, havia um membro da Direcção da IOF que tinha que ser chamado para receber um prémio, pelo que lá meti cordas-à-obra! E chamei a Iordanka (até aqui tudo bem, até porque já a conhecia pessoalmente) o pior foi a parte do apelido: Melnikliyska (agora olhando com mais calma até parece que não é assim tão difícil…). Confesso que aqui me espalhei ao comprido e foi uma risada geral (como é habitual devo ter corado de orelha a orelha). O que vale é que a visada também encarou a situação com um sorriso e tudo ficou bem.

Felizmente o meu desempenho como tradutor/speaker não impediu que esse Congresso da IOF, tivesse sido considerado um grande sucesso organizativo.

A minha segunda prestação com tradutor ainda foi mais desafiante, pois consistiu em fazer tradução simultânea durante a Prova de Aventura Raid do Guadiana – em 2004. Para os menos informados a tradução em simultâneo consiste em estar numa cabine com uns auscultadores, onde escutamos os discursos e ao mesmo tempo estamos a traduzir, para ser escutado por quem está na sala com auscultadores. Na prática enquanto estava a traduzir para inglês uma coisa que tinha acabado de escutar, já estava a escutar outra para traduzir. Garanto-vos que não é tarefa fácil, desde logo porque como sabem a construção das frases em inglês é muito diferente do português.

Apesar de tudo acho que até estava a conseguir traduzir a maior parte das coisas, apenas com algumas abreviações (é do senso comum que o inglês é muito mais conciso que o português…). As coisas complicaram-se quando o representante do turismo das “Terras do Grande Lago” (Lands of the Great Lake) começou o seu discurso. Para além de falar depressa, enumerou os méritos das “Terras do Grande Lago” até à exaustão, apenas para voltar a falar novamente nas “Terras do Grande Lago”… Já perceberam que comecei a ficar um pouco cansado de repetir “Lands of the Great Lake”, algumas dezenas de vezes e inebriado pelo poder que tinha na boca, disse ao microfone: “I’m sorry, but I´ll stop translating because it’s just bla bla bla”. 

O problema é que na minha ingenuidade, não antevi a reacção que isso acabou provocar: uma gargalhada de todos os que estavam a escutar a versão inglesa, que era a maioria dos gringos, enquanto eu me afundava na cadeira e também literalmente… (eu não referi mas tinha ao lado uma colega profissional, a traduzir para francês).

A terceira situação aconteceu mais recentemente, durante o Campeonato Mundial de Ori-BTT, que decorreu no ano passado em Montalegre. Durante a Cerimónia de abertura, lá fui outra vez endrominado para traduzir para inglês os discursos oficiais do Presidente do COP, do Presidente da FPO e do Presidente da CM de Montalegre. E o problema foi mesmo este último, que estava manifestamente entusiasmado por receber tantos estrangeiro na sua terra, pelo que falava durante muito tempo, abordando várias ideias distintas, que eu tinha que memorizar e traduzir posteriormente (aqui acho que me debati logo com o dilema terrível, se devia memorizar já em versão inglesa ou ainda por traduzir). 

Como já devem ter adivinhado (ou recordado os que estiveram presentes), acabei por tropeçar nos meus próprios pensamentos (ninguém me tira da cabeça que foi uma entrada à margem da lei de algum vocábulo inglês). Mais uma vez consegui arrancar uma gargalhada geral à plateia (espero que na maioria dos casos por solidariedade e compreensão), mas desta vez não me fiquei e mandei todos se calarem, pois eu estava a fazer o meu melhor ( I'm trying to do my best here. Shut up!”).

Felizmente, eu logo no inicio já tinha avisado os gringos que esperava ser melhor cartógrafo que tradutor… A verdade é que no final alguns dos indígenas locais vieram me felicitar, pois a minha tradução teria sido melhor que o original e ainda propuseram ao Presidente da CM, que me contratasse para futuros eventos. Não posso deixar de referir que o Sr. Presidente encarou toda a situação com um sorriso.

Lamentavelmente esta última situação ficou gravada para a posteridade, e numa demonstração de ausência de sentido do ridículo, disponibilizo acima para verem (agradeço ao Paulo Rocha - Activideo, pela cedência do mesmo).

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cuidado com o monstro!


Aviso todos participantes no CN Dist, Média, no dia 18 Junho em Peniche para terem muito cuidado!!! Este monstro anda por lá... não o pisem!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ainda sou do tempo em que se contavam os passos

Quando comecei a praticar Orientação ainda competi muitas vezes com Cartas Militares à escala 1:25000. Para além disso os poucos mapas que existiam eram de qualidade no mínimo duvidosa e os locais escolhidos para colocar os pontos, nem sempre eram os melhores. Imaginem... nessa altura havia até quem pensasse que um ponto técnico tinha que estar escondido no meio do mato, ou enfiado num qualquer buraco (por vezes ainda hoje se notam uns resquícios desta mentalidade nas nossas provas).

Pelo cenário descrito acima, facilmente entendem que a capacidade de avaliar com algum rigor as distâncias, era uma ferramenta muito útil para atingir o sucesso. Na impossibilidade de usar uma fita-métrica, foram desenvolvidas sofisticadas técnicas de medição das distâncias, que assentavam na contagem dos passos (nessa altura ainda não existiam pedometros, nem os GPS...).

Assim, fazia parte da preparação de qualquer praticante de Orientação, avaliar quantos passos precisava de dar para percorrer 100 metros. Claro que era necessário ter esta informação para as várias situações possíveis: terreno plano, a subir, a descer, com mato, cansado, etc. Os mais organizados tinham tabelas com essa informação (não era o meu caso...).

Para facilitar a contagem dos passos foram desenvolvidas duas escolas distintas: os que defendiam a contagem de passos duplos (era contado apenas cada pé esquerdo); ou os mais radicais que contavam de quatro em quatro (pé esquerdo no chão vez sim, vez não).

Eu testei os dois métodos e converti-me aos passos quádruplos (24 em terreno plano), tendo conseguido automatizar de tal forma a contagem dos passos, que muitas vezes dava por mim a faze-lo mesmo em corrida (sim... tempos houve em que eu corria).

Porque alguns mapas eram um deserto de informação, por vezes havia necessidade de "medir", várias centenas de metros, pelo que surgiram logo técnicas para registar as "centenas de metros". A própria SILVA comercializou uma bússola que tinha acoplado um dispositivo, que permitia fazer esse registo apenas com um dedo. Como nem todos tinham bússolas dessas, o génio inventivo dos tugas, logo desenvolveu uma técnica alternativa: eram enfiadas dez missangas num fio (pendurado algures no equipamento), e a cada 100 metros uma delas era puxada para baixo. Chegados ao objectivo, era só colocar o contador a zeros, puxando novamente todas as missangas para cima.

Quem diz que a Orientação é difícil, devia experimentar como era na pré-história da modalidade, quando muitas vezes encontrar o ponto era uma autêntica lotaria (lembram-se da técnica do quadrado e do caracol? Não foi por acaso que foram inventadas nesta altura...), e ainda tínhamos a tarefa adicional de contar passos.

Curiosamente eu que nunca tive sorte ao jogo, nessa altura era campeão. Parece que afinal é o mapa que me atrapalha.

domingo, 8 de maio de 2011

Despojos de Cartografia

Na pré-história o Homem era principalmente um caçador recolector. Eu nunca fui caçador, mas estou sempre disponível para recolectar, mesmo quando estou a fazer mapas. A foto acima mostra alguns dos objectos que fui recolhendo enquanto cartografava. Como podem ver tenho uma predilecção por objectos metálicos, que nem precisam de ser brilhantes. Todos foram encontrados "no meio do mato" e alguns deles tive que os carregar algumas horas e por vezes alguns quilómetros. Ainda me consigo lembrar onde encontrei a maioria deles, pelo que não deixam de ser lembranças dos vários projectos de cartografia que tenho desenvolvido.

Os mais atentos já devem ter reparado naquele que será porventura o o objecto mais insólito: uma ratoeira para animais de grande porte (normalmente usada para apanhar coelhos). 
Será seguramente uma surpresa para vocês se vos disser que ela foi encontrada em Monsanto! Não, não, estou mesmo a falar do Parque Florestal de Monsanto em Lisboa. Na verdade enquanto estava a adaptar o mapa para O-BTT, encontrei não uma, mas duas ratoeiras destas. A outra entreguei-a aos serviços do Parque, para que tivessem conhecimento da situação, já que constitui um verdadeiro perigo, para quem por lá anda a passear, ou a orientar...

Ah, mas as surpresas ainda não acabaram por aqui, já que uma delas tinha um brinde: uma raposa. 
Sim... acreditem que eu não fiquei menos surpreso, quando vi a raposa a debater-se para tentar libertar uma das patas dianteira que tinha sido apanhada na ratoeira. Confesso que foi com algum receio que me aproximei, para afrouxar a ratoeira e libertá-la. Curiosamente a raposa ficou tranquila, embora receosa, enquanto eu abri a ratoeira e já livre afastou-se sem grandes pressas. Claro que a pata em questão ficou muito maltratada, mas suponho que mesmo assim ela terá conseguido sobreviver.

Da próxima vez que andarem a correr na floresta... vale a pena pensar nisto! (bem... se calhar é melhor não pensarem... a não ser que compitam no meu escalão ;o)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tira Tira Tira!

Estas fotos são do Campeonato Ibérico de Entre-os-Rios - 1993, e como podem constatar antigamente as arenas eram muito mais animadas do que são agora. 

Porque entendo que o mérito artístico deve ser sempre acarinhado e reconhecido (desde logo porque pode servir de incentivo a outras performers), faço questão de identificar estas miúdas artistas: Kátia Almeida, Alice Silva e Teresa Marques.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sobe e desce

Mais uma vez penso que é fácil entender qual o objectivo desta actividade... mas mesmo assim aqui vai uma breve explicação. Devem avaliar qual o comportamento do terreno ao longo de cada seta, desde o seu inicio até à fim (ponta), indicando (s)-sobe e (d)-desce. 
A solução da seta A é: desce-sobe-desce (dsd). Se quiserem podem me enviar as vossas soluções...
Divirtam-se!

domingo, 1 de maio de 2011

Comandos - fui por engano, fiquei por gosto

 
Já por várias vezes fiz aqui referência à minha passagem pelos Comandos. Como é impossível ignorar 8 anos da minha vida, e também porque sem essa experiencia estaria eventualmente a vender ferragens ou a plantar batatas, em vez de estar a fazer mapas, vou contar rapidamente como lá fui parar.

Decerto que os mais atentos de vocês já se interrogaram como é que um saloio, doce e sensível como eu, foi parar aos Comandos (ou visto por outro prisma, como é que um Comando pode ser assim doce…). Pois bem a resposta é simples por acaso e por engano.

Como todos os Mancebos da minha geração quando fiz 18 anos, tive que ir à Inspecção, para avaliarem se estava apto para o serviço militar, que na altura era obrigatório. Assim, lá recebi a minha primeira guia-de-marcha, que dava direito a um bilhete de comboio, para me apresentar em Coimbra. Nessa altura a Inspecção durava dois dias, que no meu caso foi uma autêntica aventura, já que foi a minha primeira noite sozinho fora de casa (eu referi que era saloio...).

Durante esses dois dias fui sujeito a vários exames médicos e realizei diversos testes psico-técnicos, nos quais me apliquei a fundo, em mais um reflexo da minha ingenuidade saloia. No final dos exames fui chamado à presença dum capitão, que com um ar cândido me felicitou pelos resultados dos meus testes e me disse que tinha que escolher uma das três tropas especiais (Pára-quedistas, Fuzileiros e Comandos). Aqui está a parte do engano, já que só iam voluntários para as tropas especiais, logo eu PODIA escolher uma delas. Confrontado com essa decisão que nunca me tinha passado pela cabeça, rapidamente exclui os Fuzileiros já que a minha relação com a água é complicada. Sobraram os Páras e os Comandos. A ideia de saltar dum avião ainda hoje me assusta, pelo que me decidi pelos Comandos.

Nessa altura os Comandos estavam "na berra" por terem morrido dois instruendos, pelo que comecei logo a ter uma ideia de onde me tinha metido, quando saí da sala e disse que ía para os Comandos e todos me olharam como se eu fosse louco.

Nessa altura foi-nos atribuído um número (mecanográfico), que tínhamos que ter sempre na ponta da língua, e curiosamente passados mais de 20 anos ainda lá continua: 19976989. A inspecção terminou com a praxe habitual de retardarem a nossa saída do quartel até escassos minutos antes da partida do nosso comboio, fazendo com que tivéssemos que correr desalmadamente para chegar a tempo.

Uns meses depois fui intimado a comparecer no Regimento de Comandos na Amadora, para realizar testes adicionais para avaliar se tinha potencial Comando. Provando que não tinha aprendido nada em Coimbra, voltei a aplicar-me nos testes e fiquei apurado.

Assim, no dia 20 Fevereiro de 1989 apresentei-me no Reg. Comandos para iniciar o Curso. Como tinha o 12º ano, integrei o CGM (Contingente Geral de Milicianos) que formava os futuros Sargentos e Oficiais. Os primeiros tempos foram "tranquilos" enquanto decorreu a formação geral, consistindo basicamente na Ordem Unida (marchar), teoria militar e manuseamento da G3, referida na altura como a nossa namorada, da qual tínhamos que saber o número (esse já esqueci), conhecer as peças todas (ainda sou capaz de as enumerar todas e para o provar refiro apenas que a G3 tem um calibre 7.62 e tem o cano com 6 estrias no sentido dextrossum) e conseguir desmontá-la e montá-la de olhos vendados em menos de 1min. (mais tarde cheguei a ter 4 armas diferentes desmontadas, para montar de olhos vendados).

As coisas complicaram-se "um pouco" com o inicio do Curso de Comandos, sendo talvez o mais chocante verificar que o nosso Sargento (Tovim) mais porreiraço, que até contava anedotas, apareceu com o cabelo rapado e se transfigurou num ser abominável e com laivos de sadismo.

Encarei todas as dificuldades com resignação e rapidamente aprendi que o melhor era manter um "low profile", não me destacando nem pela positiva nem pela negativa. Mesmo assim o meu superior intelecto e capacidade física acabaram por se revelar e passadas umas semanas fui escolhido juntamente com mais 15 camaradas (sim porque colegas são as p....), para integrar o COM (Curso de Oficiais Milicianos), de onde sairíamos Aspirantes. O resto do Curso decorreu sem grandes sobressaltos (uma sucessão de "um minuto para formarem", "em cima de braços", "abaixo acima", "saltou saltou", "abriu fechou", "tá a rastejar até mim" e "não quero ver ninguém") e passados 4 meses do inicio dessa aventura, era um garboso Oficial do Exército Português, recebia o crachá e a boina Comando,  e ficava a comandar um Grupo de 30 Comandos, durante mais um ano (o meu serviço militar obrigatório foram 16 meses).

Durante o Curso tive formação de Topografia, incidindo em particular no uso das Cartas Militares e no ano que se seguiu foram inúmeras as situações de uso delas, mas só  em 1991 tive a minha primeira experiência de Orientação, que já aqui contei.

Após o SMO acabei por ficar 6 anos contratado, e durante esse periodo aconteceram muitas outras histórias relacionadas com a Orientação, mas ficam para outro dia pois esta crónica já vai longa...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

POM Ori-BTT Dist. Média - minhas "melhores opções" das Elites

O mapa acima tem assinaladas aquelas que eu considerei as melhores opções para os percursos das Elites. Para ajudar a perceber a sequência dos pontos, deixei os traços de ligação entre pontos: HE -Vermelho, DE-Azul. Como é óbvio as minhas opções são discutíveis, mas podem reparar que não há situações de "sobe-desce-sobe-desce", a que alguns de vocês se referiram...

terça-feira, 26 de abril de 2011

POM Ori-BTT, curiosidades, apontamentos e agradecimentos

Começo por destacar o gesto altruísta e generoso do Daniel Costa do COA, que não hesitou em comprometer o seu resultado na prova de estafetas, regressando à partida para informar que a jovem Sofia Gomes do BTTLoulé, tinha se aleijado e precisava de ajuda. Foi completamente merecida a homenagem que lhe foi prestada durante a cerimónia de entrega de prémios!

Este foi também o meu momento mais complicado de toda a prova, pois apenas fui informado que alguém tinha sofrido uma queda perto do ponto 101 e que precisava de ajuda. Não fazia qualquer ideia sobre a gravidade da situação, quando para lá me dirigi de moto4. Para prolongar o meu sofrimento, ela afinal estava longe do 101 e demorei algum tempo para a encontrar. Só quando cheguei junto a ela, percebi que afinal a situação não era grave e consegui me acalmar (e ao resto da organização e também à mãe da Sofia, que estavam em polvorosa).

Não posso deixar de referir os proprietários da Quinta de Santo António, na pessoa do Sr. Eng Torres Paulo (destaque também para a simpatia e disponibilidade do Sr. Luís Gomes, responsável pela quinta) , que foram duma generosidade extrema, ao nos permitirem realizar as provas na sua propriedade, bem como toda a boa-vontade para "ocuparmos" a quinta durante dois dias. 

Estava a cartografar o mapa ainda sem ter encontrado o local ideal para a Arena, quando entrei na Quinta e olhei pela primeira vez para aquele espaço. Logo me apercebi do seu potencial e imediatamente enviei um sms para o meu contacto na CM Cadaval, a solicitar o contacto dos donos da Quinta. Após obter esse contacto telefonei imediatamente ao Eng. Torres Paulo, expliquei quem era e o que pretendia, e perguntei se podia passar pelo armazém da Frutus, onde ele se encontrava para poder falar pessoalmente com ele. Ele acedeu e lá fui ter com ele, com a minha roupa de trabalho, todo sujo de lama. Passados 10 minutos de agradável conversa, já tínhamos tudo acertado para possibilitar os apoios que se vieram a verificar!

Para além da cedência dos espaços, ainda procederam à limpeza da arena, ofereceram as pêras que distribuímos aos atletas, cederam a electricidade, disponibilizaram uma das máquinas para a lavagem de BTT's e respectiva água. Permitiram que nos sentíssemos "donos" da Quinta por dois dias!


Também o Sr. Henrique Pratas, Presidente da Junta de Alguber é merecedor do nosso reconhecimento e gratidão. Tínhamos planeado que os banhos no segundo e terceiros dias seriam na Associação de Sobrena, mas à última hora verificou-se que tal não seria possível, pelo foi necessário encontrar uma alternativa. Pela proximidade lembrei-me de Alguber , pelo que tratei de conseguir o contacto do Presidente da Junta. 
Falei com ele telefonicamente pela primeira vez no dia 21 de Abril e desde logo manifestou total abertura e empenho para nos ajudar. Na Sexta-feira fomos lá falar com ele pessoalmente e ver as instalações, tendo nos recebido com uma simpatia e disponibilidade insuperável. Tudo ficou coordenado para que os banhos fossem na Associação de Alguber, quer no sábado quer no Domingo, sem qualquer custo. Pelas condições existentes na Associação (existência dum posto médico), decidimos realizar também lá o controlo anti-doping.

Para além de toda a disponibilidade para nos ajudar, acabou por ser presença assídua no nosso evento, assim como nas cerimónias de entregas de prémios, o que muito nos honrou!

Finalmente no Domingo fomos abençoados com um dia de sol, o que permitiu que a lavagem de BTT´s incluísse uma secção de banhos cooperativos, como esta foto atesta.

Na prova de Média, enquanto estava junto ao ponto 200, fui surpreendido pela chegada dum rebanho de ovelhas que pretendia passar pelo caminho do sprint final. Fui logo "negociar" com o pastor, que imediatamente acedeu a ir pastorear o seu rebanho para outro local, deixando aquele pasto livre para os nossos atletas. O meu obrigado também ao nosso colega pastor!

Para terminar, suponho que muitos dos participantes do POM de Ori-BTT ainda devem ter pesadelos, com a visão desta linha de alta-tensão (na verdade é de média...), que é uma autentica Montanha-Russa! 
Só aqui entre nós... se andaram por ali num "sobe e desce e sobe", sugiro que olhem com atenção para o mapa, pois decerto que irão encontrar opções que vos permitiriam contornar grande parte das subidas. Pois é... pode demorar um pouco, mas vocês vão acabar por aprender. Mas será é seguramente uma aprendizagem paga com suor!

POM-OriBTT 2011 - Mensagem final da Senhora Directora

Por: Maria Amador

Já acabou!! Ufa..!!! Nunca mais me meto noutra! (Ah… esperem… tenho já mais dois Campeonatos Nacionais daqui a dois meses… ai!)

Terminou o primeiro Portugal O’Meeting de Orientação em BTT… bem na verdade ainda faltam mais uns pormenores, para colocar um derradeiro ponto final em mais um desafio organizado com sucesso pelo ATV!

A principal avaliação do evento é feita pelo próprios participantes, e que bom é ouvir as pessoas nos darem os parabéns, e dizerem que adoraram andar “perdidas”, que gostaram muito, que os mapas são muito desafiantes. É muito gratificante sentir que conseguimos alcançar o nosso objectivo, fazer com que seja divertido praticar ORIENTAÇÃO e ver um sorriso de satisfação, nas caras sarapintadas de lama.

A equipa organizativa contou com cerca de 30 pessoas, sendo alguns praticantes regulares e outros voluntários do ATV. Foi um esforço muito grande de todos para conseguir colocar este evento em andamento, principalmente por termos que conciliar todo este reboliço com data festiva da Páscoa. Esta também foi uma grande limitação para todos os participantes, o que condicionou a participação de muitos, tendo alguns feito um vaivém de muitos km’s, para conseguir estar junto da família e junto da outra paixão que é a Orientação. Outros tiveram que fazer alguns acordos familiares, que decerto implicam contrapartidas dispendiosas… Mas julgo que conseguimos fazer com que valesse a pena fazerem este “sacrifício”, de estar junto à família da Orientação.

O ATV tem o cuidado de encontrar locais que sejam desafiantes para a prática da Orientação e conseguimos encontrar esta área com um emaranhado de caminhos, conciliados com um relevo desafiante, que provocam grandes dores cabeça (das boas) aos Orientistas, para conseguirem encontrar aquela coisinha branca e laranja que é tão desejada. 

Em termos de balanço financeiro para o ATV esta prova será um seguramente um grande prejuízo, pois nesta altura os apoios financeiros são nulos e ainda por cima a participação de atletas foi reduzida. A FPO e todos nós temos que reflectir em conjunto, sobre qual será a forma de ultrapassar este momento difícil para a Orientação nacional. 

Por fim, queria agradecer a todos os voluntários e amigos da organização, ao supervisor Fernando Crisóstomo pela paciência de nos aturar, aos Orientistas que estiveram presentes, pois sem vocês não tínhamos prova, e por fim a todas as entidades que nos apoiaram: C.M. Torres Vedras, C.M do Cadaval, Junta de Freguesia do Outeiro da Cabeça, Junta de Freguesia da Sobrena, Junta de Freguesia de Alguber, Associação para o desenvolvimento de Olho Polido, Associação de Socorros do Outeiro da Cabeça, BV do Cadaval, Frutus, Bretesbike, Fundição de Dois portos, Feel, Ponto D’Ori, RS Eventos e a todos os proprietários dos terrenos, com particular destaque para os donos da Quinta de Santo António, onde decorreram as provas de Sprint, Média e Estafetas. 

Queria ainda deixar uma palavra de esperança, pois constatámos que ainda é possível encontrar pessoas excepcionais, que têm todo o gosto de cooperar com pessoas que mal conhecem. É mesmo  muito gratificante e saboroso sentir estes apoios. 

Quase que me esquecia de destacar em particular a pessoa que torna as nossas provas excepcionais, o Luís Sérgio, o nosso cartógrafo, traçador de percursos, organizador, etc.. 

Muito obrigado a todos por esta Páscoa inesquecível, pelas emoções e satisfação que me proporcionaram.

domingo, 24 de abril de 2011

O melhor POM de Ori-BTT de SEMPRE!


Antes de hibernar, seguramente por longas horas, com a ajuda duma caipirinha ainda consegui ter forças para vir aqui partilhar convosco o meu orgulho pelo excelente grupo de voluntários de ATV, que permitiram que este primeiro POM de Ori-BTT tenha sido indubitavelmente um grande sucesso!

O meu reconhecido obrigado a todos eles! É um orgulho pertencer a este CLUBE!
Alguns faltaram à foto por estarem ainda a trabalhar...
Podem ver toda a informação da prova em http://www.atv.pt/actividades/evento/5/490.
Resultados já disponíveis e em breve muitas fotos.

Aproveito para partilhar com vocês algumas fotos de dois dos nossos campeões:
Susana Pontes - CPOC - Campeã Nacional de Sprint
Daniel Marques - COC - Campeão Nacional de Estafetas (com Paulo Alípio e Joel Morgado)

terça-feira, 5 de abril de 2011

1º Portugal O'Meeting OriBTT Páscoa

Por: Eduardo Oliveira - ATV

Tal como já acontece há muitos anos na OriPedestre com a disputa do Portugal O'Meeting em 4 dias no Carnaval, a FPO decidiu lançar este ano pela primeira vez o Portugal O'Meeting em OriBTT com 4 provas a disputar na Páscoa.

Vai ser uma barriga cheia de orientação em BTT, com a disputa em 3 dias das seguintes provas:
- Campeonato Nacional de Distância Longa
- Campeonato Nacional de Sprint
- Campeonato Nacional de Distância Média
- Campeonato Nacional de Estafetas

Esta 1ª edição será organizada pelo ATV (em 2012 será em Montalegre usando os mapas do WOC 2010) e ocorrerá na zona de Torres Vedras e Cadaval, num local central em termos do país, e com 80% de mapas novos numa área bastante desafiante e do agrado dos participantes.

Podem ver toda a informação da prova em http://www.atv.pt/actividades/evento/5/490

Para abrir o apetite vejam nas Informações Técnicas o excerto do mapa para a prova de Sprint. Já fiz o teste da prova e garanto que é uma das melhores provas de Sprint em OriBTT já feitas em Portugal em floresta. A não perder!

Esta prova vai ser disputada no fim de semana da Páscoa, o que é feito pela primeira vez em Portugal. Em Espanha já é tradicional fazer os Campeonatos Nacionais pedestres nesta altura e com muita adesão, vamos a ver se conseguimos ter o mesmo sucesso em Portugal, com a participação de todos os aficionados do OriBTT.

Na 6ª feira teremos a prova de Distância Longa a abrir o POM OriBTT. No sábado temos a prova de Sprint e de Média aproveitando da melhor forma o dia, com 2 em 1. Finalmente no domingo teremos a espectacular prova de Estafetas, inscrevam as vossas equipas nesta prova que é das mais entusiasmantes pela forma como se desenrola.

Contamos com todos para se virem divertir e competir no 1º POM de OriBTT, na Páscoa em Torres Vedras / Cadaval.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O-RINGEN 1995

Penso que alguns de vocês terão estranhado este interregno de publicação de artigos neste Blog. 
A explicação é simples: estava a fazer uma birra! 

Parece que vocês me habituaram mal no inicio, quando comentavam com frequência os meus devaneios. Ultimamente têm sido muitas as minhas desilusões ao entrar no Blog, na esperança de ter alguns comentários, o que confesso arrefece muito o meu ímpeto escritista (estou seriamente a pensar virar-me para o Facebook, onde uma simples bufa, é tema para comentários infindáveis).

A minha ânsia de reacção da vossa parte leva-me a recorrer a uma foto com vários nus integrais , captada no O-Ringen (lamentavelmente apenas tenho dos chuveiros masculinos). Pode ser que esta consiga vos arrancar alguns comentários. 

Para além disso é seguramente mais um motivo para encorajar a participação no O-Ringen, que é de certa forma a "peregrinação a Meca" de qualquer praticante de Orientação. Já participei por duas vezes e foram de facto eventos memoráveis.

Nestas questões dos chuveiros comuns, lembro-me que num dos Campeonatos Mundiais que participei, os chuveiros das mulheres ficavam separados dos chuveiros dos homens apenas por um tecido, que apesar de opaco, permitia ver as sombras das mulheres projectadas nele. 
Nunca vi atletas masculinos a demorar tanto tempo para se vestirem...