Comentários

Estou à espera das vossas histórias!!!

Agora os comentários mais recentes ficam visíveis aqui ao lado. Os comentários a crónicas antigas já não ficam "perdidos" e todos sabemos o que isso custa...

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Logo maisummapa

Agora já não têm qualquer desculpa para não colocarem links para aqui, nos vossos Sites e Blogs.

A gerencia agradece...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Antes cajado que chocalho! (*)

Por Dinis Costa

O cajado é do pastor e o chocalho é do gado.

O cajado, o pau tinha que ser bem escolhido, pau mole e direito, sem ser resinoso, com um comprimento que desse para apoiar as mãos em concha, uma sobre a outra, com queixo apoiado nas costas da que fica por cima, em postura de pastor. Peça de sátira entre companheiros, quase irmãos, risos e galhofa.
Burilar um cajado, fazer neste gravuras a ponta e gume de navalha - navalha estilete, era obra de arte. O cajado era uma peça de ritual que se iniciava no final do treino, logo que conhecidos os tempos, dava-se a passagem do testemunho, até ao início do próximo. Neste período o cajado era companheira de cama e mesa.

Este tipo de rituais é saudável em grupos unos, coesos, cria relação, solidariedade e fortalece o grupo onde o fracasso individual é absorvido por todos. O prémio do cajado “espécie de mascote” era punição psicológica que visa ser superada na primeira oportunidade.

A mesma prática usada em grupos disformes, a meio ver, pode produzir efeitos nefastos pois, com frequência, nestes casos, é dada primazia ao ridículo individual que exclui. A punição simbólica é aplicada a quem o grupo quer e tem de ajudar, trazendo-o para dentro pelo ensinamento.

Por isso proponho a abolição do chocalho e entre o pastar e borregar (o borrego ainda não os tem) escolho o último pois, a associação entre chocalho e pastar cria a imagem cerebral de animal com chifres. 

E, destes faz-se a ponte para a lua - quando cresce ou mingua, desta para a mulher – pelos seus ciclos - e desta para a traição, e daqui para o armar: por os ditos. É certo que hoje já não há cabeça de casal, e sem cabeça não há lugar de “enfeitamento”!? (… ), e, por outro lado, borregar também pode significar gritar…”pedir ajuda, viste o nº.x…”

O cajado, faz de um praticante pastor, diz ao grupo que ele é pastor, quer dizer que não pasta, quando muito movimenta-se ao sabor do rebanho, que se movimenta de acordo com o chamamento do pasto.
Mas, o cajado também é memória, pelos seus trabalhos “decoração”que contam uma história; revela a geografia dos estágios/treinos, a memória das viagens e suas atribulações ou seja, o cajado instituísse quase como um monumento, memória do passado que exclui quem não esteve presente, ficou ali gravada toda a oralidade, das palavras ditas e não ditas, a partilha de momentos de convívio os bons e os maus.

Assim, quem transporta o cajado tem-no à sua guarda e é responsável pela sua segurança, até passar o testemunho, transporta-o, mas este não lhe pertence, só tem o seu uso fruto: que é temporário e imposto e sempre vigiado pela “chacota”do grupo.

O cajado é um símbolo, - memória do grupo em experiência - foi a sua significação pressentida que te levou a guarda-lo.

Uma preciosidade, uma peça de museu “… para memória futura”.

(*) Lido o teu artigo, recordei, e escrevi este pequeno apontamento que se destinava a ser “comentário” do mesmo.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Frases premiadas no I Coruche O Trophy

1º Lugar: "Faça Chuva Faça Frio, Orientação é um Desafio", Rui Nunes
2º Lugar: "Orientação, um desafio com rumo!", Filipa Sérgio
3ºs Classificados (3 Frases):
a. "Orientação, um desafio com princípios, meio ambiente e fins.", Luís Sérgio
b. "Meu carente e magoado coração, Tanto hás sofrido, de arredio. Eis, que o milagre da Orientação, Brotou um amor, em eterno desafio.", Luís Pereira
c. "Em 2011, Espectaculares Desafios de Orientação em Coruche!", Carlos Wehdorn

Outras frases a concurso:
Orientação, desafia a mente ávida (à vida)! André Sérgio
Orientação, um desafio de relevo! Maria Amador

Frases que por limitação de praticantes lá em casa, ficaram de fora do concurso:

Orientação… desafio-te!
Orientação, desafio para a vida!
Orientação, o desafio convida (com vida)!
Orientação, espaço para verdes a fio! (Orientação, espaço para ver desafio)
Orientação, espaço onde há verdes a fio!
Orientação... aceita o desafio!
Orientação, aceita o desafio da Natureza.
Orientação, desafio sem limites!
Orientação, o desafio lógico.
Orientação, o desafio (eco) lógico!
Orientação, desafio mental.
Orientação, desafio natural.
Orientação, o desporto onde a Natureza desafia o Homem.
Orientação, o desporto onde a mente desafia as pernas!
Orientação, o desafio convertido em paixão!
Orientação, onde o desafio é convertido em paixão!
Orientação, onde o desafio é uma constante.
Orientação... desafio com emoção!
Orientação, um desafio com rumo!
Orientação, rumo ao desafio!
Orientação, rumo ao desafio do futuro!
Orientação, o desporto que baliza o teu desafio!
Orientação, desafio a correr!
Orientação, desafio ao meio ambiente do principio ao fim!
Orientação, desafio com pés e cabeça.
Orientação, desafio com cabeça, troncos e membros.
Orientação, um mapa, uma bússola e muito desafio!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Aviso aos navegantes

Esta ainda consegui erguer...
Antes de mais tenho que agradecer os elogios que recebi, em particular pelo artigo “Orientação – Desporto com pés e cabeça”. Destaco que alguns foram feitos por verdadeiros Senhores da nossa modalidade, o que me deixou deveras embevecido (entre os comentadores destacam-se dois ex-Presidentes da FPO… ah! mais um cromo e teria acabado pela primeira vez uma caderneta!).

O Gino referiu o meu humor como sendo inteligente e irónico, mas eu atrevo-me a dizer que ele está errado. Não, não… na parte do inteligente, ele está certo. É quanto ao irónico que acho que fica um pouco aquém da realidade. Hoje dei por mim a tentar classificar o meu humor e ocorreram-me dois adjectivos: sarcástico e cáustico. Ao mesmo tempo estava a debater-me com outro dilema: como marcar no mapa uma pedra, que era comprida. O facto de eu estar a resolver dois problemas ao mesmo tempo vem desde logo deitar por terra, o argumento sexista que os homens são monotarefa! Claro… também é possível que eu tenha um lado feminino muito desenvolvido. Ah… parem com isso! Já tenho dois filhos! Sim, sim… e nenhum deles é preto.

Voltando ao assunto da pedra, tinha duas hipóteses: a pinta preta (pedra) ou marcar como falésia. Este dilema é recorrente em terrenos rochosos e parece que não há uma solução que seja completamente satisfatória. É de facto uma pedra, mas também forma uma falésia por ser longa. Na busca de soluções, confesso que me passou pela cabeça que se conseguisse colocá-la na vertical, o meu problema estaria resolvido. Pedra! Mas para isso precisava de um pouco mais de força. Aliás, acho que foi um colega meu da pré-história, que confrontado com dilema idêntico, o resolveu colocando-a na vertical… foi assim que nasceram os menires! É sabido que eles tinham muito mais força que nós.

Ah, não se riam! Não seria a primeira vez que eu passava duma cartografia de influência para uma cartografia de intervenção! No passado já me debati com um dilema idêntico com um tronco, que embora fosse pequeno, estava isolado e por isso era bem distinto. Que fazer? Ignorar ou marcar com um xis ou uma pinta verde? Não se iludam… embora o tronco esteja seco, não deixa de ser um elemento especial de vegetação. Pensei, pensei e cheguei a uma solução! Nesse caso bastaram uns abanões e adeus tronco… (mais um vez há uma lenda para os lados de Estarreja, sobre cavarem um buraco… mas acho que isso será tema duma crónica, um dia mais tarde).

Eu sei, estou sempre a dispersar-me. A conclusão da história das pedras, é que também me passou pela cabeça que podia criar um símbolo novo para estas situações, mas claro que a IOF não permite isso. Daí a concluir que sendo o Blog meu, estou livre para criar palavras novas foi apenas um passo. Então fica assente, o meu humor é Sarcáustico! Deixo para vocês a decisão sobre se ele se encontra entre os dois termos base, ou se é um somatório deles.

Depois deste breve interlúdio voltemos ao tema título da crónica: o aviso!

Comecei este Blog com o objectivo modesto de partilhar algumas histórias que me foram acontecendo nestes 20 anos de prática, mas receio que tenha despertado um Blogger, que nem sabia que tinha dentro de mim. Agora dou por mim a pensar em temas para partilhar e mesmo a escrever crónicas mentalmente. Parece que depois de 20 anos voltei a ser picado por outro bicho. Isto deixa-me um pouco apreensivo, desde logo porque se continuar a escrever a este ritmo, rapidamente ficarei sem histórias para contar e por outro lado esta ânsia de contar histórias, pode me levar a contar algumas mais escabrosas (curiosamente algumas dessas são bem recentes), o que me poderia trazer algumas contrariedades, que eu dispenso.

Quero que fique claro que as opiniões aqui expressas são exclusivamente minhas (bem... acho que algumas delas nem minhas serão) e que pelo facto de sofrer de intolerância crónica por injustiças e prepotências (também essas decorrem debaixo dos nossos pés), é natural que não consiga cumprir o "acordo" unilateral que assumi como Margarido - "deixar as polémicas para o Orientovar".
Esclareço que não pretendo que este blog tenha uma vertente jornalística. Para isso já temos o Orientovar que faz um trabalho soberbo! Por outro lado, embora vá tentar que ele seja o mais isento possível, decerto que nem sempre terei sucesso nesse objectivo, desde logo porque sou um profissional da cartografia e não tenho qualquer interesse em criar embaraços a potenciais patrões (que são todos vocês), mas também estou certo que por vezes não irei resistir a ter um papel mais activo na Orientação nacional.

Como não quero que o meu blog seja apelidado de Orileaks, venho deixar bem claro que todos vocês são potenciais dadores de temas, para alimentar a minha voracidade bloggista! Assim sinto-me na obrigação de vos dar a possibilidade de se declararem objectores (na ausência de impresso apropriado, basta que me enviem um e-mail). Muito provavelmente isso não irá impedir a doação, mas pelo menos pensarei duas vezes antes de os nomear.

Espero que se divirtam com as próximas histórias (se eu as conseguir escrever) e que se mantenham fiéis leitores deste blog.

PS: Um dia destes terão oportunidade de conferir qual a solução encontrada para a pedra!