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Estou à espera das vossas histórias!!!

Agora os comentários mais recentes ficam visíveis aqui ao lado. Os comentários a crónicas antigas já não ficam "perdidos" e todos sabemos o que isso custa...

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

BaixAnima - Lisboa

De 1998 a 2002 realizaram-se várias provas de Orientação em Lisboa, organizadas pela FPO e integradas no BaixAnima, que era um projecto da CM Lisboa para animar desportivamente essa área da cidade. Estou certo que quem participou nestes eventos guarda boas recordações deles, em particular pelas características únicas daquela parte da cidade, com algumas ruelas e escadarias deliciosas para a prática da Orientação.

Infelizmente nunca tive oportunidade de participar num BaixAnima, já que estive sempre do lado errado da barricada (ou certo conforme a perspectiva), mas mesmo assim diverti-me bastante a colocar os pontos no "terreno" e lembro-me que algumas das vezes o fiz de mota. Para além disso ainda cartografei uma parte do mapa do Bairro Alto, naquela que foi um das minhas primeiras incursões nesses meandros.

Com as partidas a decorrer em plena Rua Augusta, sendo algumas delas em massa, imagino que muitas estórias de choques frontais nas esquinas, ou de abalroamentos de peões terão ficado por contar, mas não desesperem pois ainda vão a tempo de os partilharem aqui...
BaixAnima de 1999, onde é possivel reconhecer várias vedetas bem mais novas e algumas delas muito mais magras (certo Crispim?)
BaixAnima 2002

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

FPO - Cedo cedeu à sede de Sede

Numa altura em que se avizinha mais uma mudança de localização da Sede da FPO, parece-me oportuno relembrar os locais e algumas peripécias pelas quais ela já passou.

Em 1987 foi criada em Lisboa a APORT - Associação Portuguesa de Orientação, que havia de ser precursora da FPO, que foi fundada no dia 19 de Dezembro de 1990, como pode ser constatado na acta nº 1 que anexo abaixo.
Neste documento podem ver quem integrou os primeiros corpos gerentes da FPO, sendo que a presidência foi assumida pelo Camilo de Mendonça. Inicialmente a FPO ficou sediada na sua própria casa situada na Avenida Elias Garcia - Lisboa, onde eu apenas estive uma vez, aquando da preparação do WOC de 1991 na Checoslováquia.

Na Acta nº 3 que disponibilizo acima, podem ver quais foram os sócios fundadores da FPO, quer os colectivos (dos quatro iniciais apenas o CIMO mantém alguma actividade regular na Orientação) quer os individuais. Neste último grupo podemos ainda encontrar alguns (poucos) praticantes regulares da nossa modalidade, mas a maioria deles já teriam lugar na minha rubrica "Onde raio param os".
Em 1994 realizaram-se novas eleições, cujo processo foi iniciado através do oficio acima, tendo na sua sequência o Higino Esteves sido eleito Presidente (eu fazia parte da Direcção). Depois disso a FPO passou estar provisoriamente sediada nas instalações dos AAMafra, sita na Rua dos Bombeiros Voluntários em Mafra, num espaço cedido gratuitamente por este clube.
Em 1996, em conjunto com a realização do primeiro POM em Mafra, foi finalmente inaugurada uma sede autónoma da FPO, na Rua José Valentim Mangens - Mafra, onde para alem de vários dirigentes/atletas nacionais e estrangeiros, esteve também presente na inauguração o Lenart Levim, à data Secretário Geral da IOF.
A ainda actual sede de Mafra apenas estará activa mais alguns meses, já que a FPO está de malas aviadas para se mudar para Pedreanes - Marinha Grande, onde irá ocupar duas antigas "Casas de Guarda".  A nova localização da sede (e Centro de Formação) começou a ser negociada há muitos anos com a autarquia local e a Direcção Geral das Florestas, num processo que se arrastou no tempo e que só agora pode ser concretizado.

Como penso ser do conhecimento geral, a nova sede situa-se em pleno Pinhal de Leiria, que tem uma área superior a 110km2, grande parte dela com excelentes qualidades para a Orientação, sendo que uma boa parte já se encontra cartografada.
Pelo meio ficou um outro longo processo de negociação com a CM de Odivelas para a cedência dum espaço para a sede, que apesar de em determinada altura parecer estar bem encaminhado, acabou por nunca se tornar realidade.

Para terminar este tema da sede da FPO, quero vos contar que em 2001 a Direcção foi confrontada com uma carta da CM Lisboa, pedindo o pagamento dos alugueres em atraso da sede da FPO, referentes à casa que nos havia sido cedida no Parque do Calhau em Monsanto (supostamente ainda no mandato do Presidente Camilo de Mendonça) . Toda esta situação foi uma completa surpresa para nós e descobrimos posteriormente que se tratava duma casa ocupada pelo CAL (Clube de Ar Livre), tendo toda esta embrulhada sido esclarecida junto da autarquia, o que não evitou no entanto que esta mesma questão tivesse sido levantada de novo há poucos anos...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

AAMafra - Amigos do Atletismo de Mafra


Quando eu comecei a praticar Orientação, havia apenas meia dúzia de clubes em Portugal e entre eles destacavam-se os Amigos do Atletismo de Mafra, pela dimensão e dinamismo que tinham.

Foi do seu seio que saiu o núcleo duro da Direcção da FPO em 1994, que acabou por ficar sediada nas instalações dos AAM durante 2 anos, sem qualquer encargo.
"Cantinho" da FPO na sede dos AAMafra. Reunião de preparação do POM96.
Durante vários anos foi um dos clubes nacionais com melhor palmarés desportivo, congregando um grupo numeroso de atletas, entre os quais inúmeros jovens, que sempre primaram por uma postura empenhada e envolvida (às vezes demais ;o), que sempre granjeou estima generalizada.

Sinónimos de simpatia e qualidade organizativa realizaram várias provas, entre as quais destaco em 1996 o primeiro POM na Tapada Real de Mafra, tendo já antes organizado os dois primeiros Camp. Nacionais de Estafetas. Em 1998 estrearam-se também na Ori-BTT.

Com o passar do tempo e por razões várias, esta dinâmica da Secção de Orientação dos AAMafra foi esmorecendo e definhando (tanto quanto sei, os AAMafra continuam empenhados no atletismo), mas muitos desses atletas dos AAMafra ainda continuam activos na Orientação, dando o seu contributo em diversos clubes nacionais.

Considero ser da mais elementar justiça fazer aqui esta referência aos AAMafra, pois este clube teve um papel determinante nos primeiros anos de desenvolvimento acelerado da nossa modalidade.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Eu estava lá quando chegou o Sport Ident

Embora já não saiba quando usei o SI pela primeira vez, sei que fui um dos primeiros portugueses a fazê-lo e o mesmo se passou com o sistema Emit. Quando foi necessário escolher qual dos sistemas (SIdent ou Emit) iríamos usar em Portugal, eu defendi o SI principalmente por ser mais fácil de usar, embora ainda hoje não esteja certo de ter-mos feito a melhor escolha.
O SI foi usado pela primeira vez em Portugal durante o Congresso da IOF em 1998, na prova que organizámos para os congressistas, no Parque da Pena em Sintra (um destes dias falo-vos deste evento que foi bem curioso). A utilização do SI nesta prova permitiu que os responsáveis pela informática da WorldCup 2000 pudessem contactar pela primeira vez com o sistema, embora ele estivesse a ser operado por técnicos da SI.

No inicio de 2000 recebemos finalmente na FPO o equipamento SI que iríamos usar na WorldCup, muito do qual está ainda em uso agora. Passados uns dias convocámos os melhores peritos nacionais em SI (Armando Rodrigues e João Mota) para, numa espécie de Natal antecipado desembrulhar os presentes, com a inerente emoção à mistura.

Após ser feita a conferência do equipamento, lá avançaram para a excitante fase de testes, tendo começado por instalar o software e posterior ligação da “master” ao PC, que decorreu sem problemas. Seguiu-se a programação de estações para simular um percurso, o que tentaram de todas as formas possíveis e imaginárias sem sucesso. Vai de desligar o PC (já devem ter percebido que esta é a primeira panaceia de qualquer informático que se preze) e voltar a ligar, desligar e ligar de novo a base, experimentar com outras bases, tudo em vão.

Em desespero lá foram ler o manual de instruções, mas nem assim foi possível encontrar qualquer ideia que permitisse obter uma resposta das bases, que continuavam mudas e quedas. Depois de darem muitas voltas à cabeça assumiram, a muito custo, a derrota e resolveram mandar a “mulher” perguntar direcções (neste caso a mulher era eu). Liguei então para o Peter Hedberg da SI e lá expliquei o nosso problema. Só após despistarmos diversas possibilidades é que o Peter me perguntou se “tínhamos acordado as bases?”. Espanto geral na sede da FPO, afinal as bases têm uma costela alentejana e passam a maior parte do tempo a dormir!

O Peter informou-nos então que as bases têm embutido um interruptor electromagnético, que tinha que ser ligado com recurso a um íman cilíndrico, que vinha junto com o restante material. Em defesa dos nossos experts, declaro por minha honra, que a existência desse interruptor não é de forma alguma perceptível ao olhar para as bases. Ultrapassado esse obstáculo, tudo funcionou na perfeição e pouco tempo depois já estávamos a fazer percursos de picotagem, para ver quem conseguia ser mais rápido.

Posteriormente este “Iman” proporcionou mais alguns momentos de pura adrenalina, a algumas organizações de provas, por ter sido perdido… Lembro-me de algumas destas situações, mas lanço o desafio aos seus protagonistas, que aproveitem este espaço para exorcizar eventuais tensões traumáticas que ainda possuam.

PS: agora as bases já não precisam de ser acordadas, pelo que o “Iman” se tornou obsoleto…

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Escantilhão de sinalética - Brasil


Na crónica "Ainda sou do tempo em que se desenhavam e se agrafavam as sinaléticas!" publicada em 16 de Junho falei dum escantilhão que comprei no Brasil, que serviu para desenhar muitas sinaléticas ao serviço da FPO. Na altura ele estava em paradeiro incerto, mas agora que o encontrei disponibilizo aqui a sua imagem, bem como do respectivo livro de instruções, que foi uma edição posterior de 1997.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Reviver o passado na Sra. do Crasto

Em Maio de 1994 realizou-se neste mapa o 2º Open do INATEL, do qual apenas guardo na memória que tinha muitas pedras e algum tojo. 

Tendo em atenção que está para breve o regresso da caravana da Orientação a esta área, esta crónica pode ser considerada serviço publico!

domingo, 14 de agosto de 2011

Eu estava lá quando foi eleito o Logo do POM.


Em 1997 foi lançado pela FPO um concurso para escolher o Logo, para ser estreado no POM-98 e depois também usado nas seguintes edições do evento.

Também neste caso fui incumbido de receber as propostas e de as preparar para serem submetidas à votação, mas ao contrário do que alguns estarão a pensar, desta vez optei por não apresentar qualquer proposta, apesar do sucesso obtido recentemente com o Logo da WorldCup.

De qualquer forma acabei por ter alguma influência no Logo vencedor, já que insisti junto do Armando Rodrigues para reformular um Logo que ele tinha apresentado para a WorldCup, que acabou por ser o vencedor do concurso e manter-se em uso até hoje.

Pois é... ao contrário do que muitos pensavam, aquele AR que aparece no Logo junto à baliza, não é Assembleia da República, mas tão-somente a assinatura do designer Armando Rodrigues!

Embora perdedor, quero também destacar um outro Logo a concurso, da autoria do nosso amigo Alexandre Shirinian que, cheio de simbolismo, segue claramente a escola soviética. Ele desenhou o Logo à mão (como fazia com todos os mapas) e depois eu desenhei-o em OCAD.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

I Congresso Nacional de Orientação - 1994



Em Dezembro de 1994, a FPO organizou o seu primeiro Congresso Nacional, que decorreu no Centro de Estágios da Cruz Quebrada.

Junto podem ver o programa do Congresso com os temas abordados neste Congresso, o ofício de convite aos Clubes e Associações e algumas fotos.

Como é tradição na nossa modalidade, também neste Congresso foi organizado um evento informal de Orientação no mapa Jamor, destinado aos congressistas. Já não sei se fui que planeei os percursos, mas lembro-me de ter colocado os pontos no terreno (aqui neste desterro não tenho o mapa do Jamor, mas assumo já o compromisso de o publicar em breve).

Dos vários participantes na prova, terá sido a Ana Dominguez que ficou com uma recordação mais profunda dela, já que foi atacada por um cão e teve que ser assistida no hospital. O cão era na verdade uma cadela que tinha tido crias numa toca na floresta.

Quando estava a colocar os pontos passei junto à cadela, mas nessa altura ela nem me ladrou. Suponho que  depois foi ficando cada vez mais zangada com a passagem dos atletas em corrida e acabou por eleger a Ana com alvo (seguramente ela tinha mais chicha que eu nessa altura).

Já agora aproveito para partilhar a minha técnica para lidar com os cães, que até agora tem dado resultado (só fui mordido uma vez, por uma amostra de cão em Monsanto, mas apenas porque o ignorei quando me ladrou e continuei a correr. Resultado, um buraquinho no gémeo e uma cratera no meu ego): se um cão me ladra eu páro e enfrento-o com a maior tranquilidade possível. Esta reacção (ou ausência dela) deixa sempre os cães confusos e invariavelmente param surpreendidos. Por norma depois ainda tento fazer amizade com eles, normalmente com sucesso, pelo que fico com uma companhia por algum tempo.

O encontro imediato em que cheguei a duvidar do sucesso desta técnica foi com um Serra da Estrela e aconteceu em Alcaínça - Mafra. Nesta caso o cão veio na minha direcção a ladrar furiosamente e só parou a um escasso metro de mim, ficando a arreganhar-me os dentes durante o que me pareceu uma eternidade. Finalmente lá se acalmou (e eu também) e acabou por me seguir durante o resto da manhã, como um cachorrinho.

Atenção que ao vos falar nesta estratégia, não estou de forma alguma a sugerir que a apliquem e desde já declino qualquer responsabilidade nos danos que possam vir a sofrer em consequência disso.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quando perdemos o Norte

 
Como muitos de vocês se devem lembrar durante alguns anos os campeonatos nacionais eram organizados pela FPO, acabando a sua coordenação por sobrar invariavelmente para mim e para o Jorge Simões. Hoje quero vos falar do Campeonato Nacional de Dist. Clássica 2001/2002, que decorreu no inicio de Abril de 2002 em Portel. Para os mais distraídos a actual distância Longa começou por se chamar Clássica, assim como a Média se chamava Curta, o Sprint se chamava Park-O, a Orientação de Precisão era Trail-O… Ah, descansem que não vou falar nos vários nomes que já tiveram os escalões de Promoção, nesse caso por manifesta falta de espaço…


Como quase sempre acontece nas provas de Orientação, era um problema conseguir mobilizar os voluntários necessários para organizar os campeonatos, pelo que acabávamos por ter equipas minimalistas, tendo cada um de nós que acumular várias tarefas e invariavelmente fazer horas extraordinárias. Confesso aqui que marquei muitos dos pontos dos campeonatos nacionais durante a noite, e embora de certa forma o tenha feito por necessidade, a verdade é que até apreciava estas incursões de mapa na mão, solitárias e nocturnas.

Também em Portel eu estava a preparar-me para ir colocar pontos por volta das 2h00, neste caso sem grande ânimo já que chovia a cântaros, quando o Carlos Lisboa (que tinha impresso os mapas e era também voluntário na organização) se apercebeu que os mapas do dia seguinte (clássica) não tinham meridianos (linhas Norte/Sul)! Eu tinha sido o Traçador dos Percursos e tinha também feito os arranjos gráficos do mapa, pelo que a responsabilidade dessa falha era minha. Fizemos um brainstorming, tentando encontrar uma forma de resolver o problema, sendo que já não era possível imprimir novos mapas (nessa altura o Lx tinha a sua impressora em Estarreja).

Foi o próprio Lx que sugeriu a solução que acabou por ser usada: abrir os sacos dos mapas, desenhar os meridianos com uma caneta azul e voltar a ensaca-los de novo. Assim que tive a linha de montagem em plena laboração, lá fui marcar os pontos e quando voltei passadas umas horas, eles também estavam a terminar a sua tarefa, pelo que ainda tivemos direito a umas duas horas de sono. Os participantes nessa prova acabaram por nem se aperceber dessa situação (como podem ver no mapa acima o trabalho foi muito profissional) e agora também já não vale a pena reclamarem, pois o “crime” já prescreveu.

Não posso terminar sem destacar uma voluntária especial nessa prova - a Maria Amador – que estava grávida de 5 meses do André, e nem mesmo assim se baldou à noitada, nem ao diluvio nas Partidas!

As fotos abaixo são da prova de Sprint, realizada no dia seguinte.

Onde raio pára o Nuno Lemos?
Manuel Tavares
Acácio Porta Nova

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sintra - de 1988 a 1998

Numa tentativa descarada de cativar mais leitores para este Blog, que assumo estar muito aquém das minhas expectativas (e atrevo-me a dizer também do que merecia), crio agora mais uma etiqueta "A pedido", com a qual pretendo dar resposta a desafios lançados por vocês. 

Para começar vou satisfazer o desejo do Jorge Baltazar, que pediu o mapa de Sintra adaptado por ele para BTT, que disponibilizo abaixo e ainda ofereço o bónus do mapa original de 1988. Como demonstração adicional de empenho em agradar, ainda incluo algumas fotos da prova de O-BTT em causa.
Primeiro mapa português com simbologia O-BTT, convertido a partir de mapa pedestre.
Margarida Novo e Jorge Ramos, mais novinhos...
 

O meu baú é como as Drogarias, tem de tudo... é só pedirem com jeitinho!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ainda sou do tempo em se usavam cartões perfurados

Vocês podem achar que actualmente é complicado organizar uma prova de Orientação, mas garanto-vos que antes de se usar o SportIdent era bem pior. Nessa altura usavam-se picotadores (são aquelas coisas vermelhas que agora servem de backup ao SI) e cartões de controlo para validar a passagem dos atletas pelos pontos, pelo que depois era necessário proceder à verificação de todos os picotados, comparando-os com uma matriz feita anteriormente, o que numa prova com algumas centenas de participantes não era tarefa simples e exigia uma equipa de várias pessoas. Esta tarefa era ainda muito mais complicada em caso de chuva, já que muitas vezes os cartões chegavam ao fim num estado lastimável.

Armando Rodrigues a verificar cartões em 1989.
Verificação de cartões no Open do Inatel em São Pedro de Moel (reparem na atenção do Joaquim Rendeiro!)
Ao chegar à Arena era preciso ir ao Secretariado levantar os cartões, que já estavam devidamente preenchidos com os nossos dados e tempo de partida. Os mais precavidos usavam umas bolsas de plástico, que mantinham a integridade do cartão, alguns costumavam plastificá-los, sendo depois fixos ao pulso por um fio (agora que pensei nisso, senti saudades de sentir o cartão a esvoaçar ao vento durante a corrida, ou a ficar preso nas vedações…). Entretanto, após prolongadas buscas, foi possível encontrar um papel (tyvek) impermeável, resistente aos rasgos e com um custo razoável, com o qual a FPO imprimiu cartões que fornecia posteriormente às organizações.

O uso dos cartões implicava uma logística mais complicada nas chegadas para registar a hora de chegada dos atletas. No princípio era necessário ter dois elementos na linha de meta, estando um responsável por dizer alto os tempos de chegada de cada atleta, que era registado pelo outro numa folha. O cartão era então recolhido por outro elemento, e mantido na mesma ordem de chegada sendo que os mais precavidos espetavam-nos num "espeto", pois era um drama se caíssem no chão (aqui entre nós que ninguém nos escuta, isso aconteceu algumas vezes… mas não digam a ninguém!), sendo posteriormente feita a devida correspondência entre a “pilha” de cartões e os tempos registados.
Ricardo Nogueira a cronometrar a chegada do Paulo Alípio em Mafra, há bué de tempo!
Na fase final do uso deste sistema (sim, porque ele foi evoluindo com o passar dos tempos) era entregue uma senha numerada (aquelas usadas nos supermercados) a cada atleta que cruzava a meta, que era posteriormente era agrafada ao seu cartão de controlo. Simultaneamente havia um elemento que na linha de meta marcava um “splitime”, num cronógrafo (relógio da Seiko adquirido pela FPO, que andava de prova em prova), que imprimia esse tempo numa lista associada a um número de ordem. De seguida os tempos eram associados ao cartão de controlo respectivo e depois era só fazer as contas (por vezes os tempos eram lançados numa folha de Excel, pelo que as contas ficavam facilitadas).


                                                                    Augusto Almeida a usar o Cronografo no POM 97                                                                (ah... eu tentei mas não resisto! O Almeida deve estar a dizer "deixa-te de merdas e levanta-te, antes que eu te ajude" ao que o atleta responde "Não vês que estou a ccaaaggaaar?")
O inicio da utilização do SIdent veio facilitar muito trabalho dos organizadores e permitiu também a utilização de áreas mais pequenas para as provas, já que é impossível desrespeitar a ordem de execução dos pontos, o que com o cartão era impossível de confirmar. Por outro lado os cartões facilitavam a afixação de resultados, já que, após a verificação de resultados e cálculo do tempo de prova, bastava agrafá-los num fio esticado horizontalmente por ordem de tempos, podendo ser deslocados para entrar um tempo melhor.

Definitivamente a Chegada já não é o que era!!!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Equipamentos da FPO

Em 1995 foi decidido que Portugal iria estar representado no WOC na Alemanha, por uma equipa constituída por 5 homens e 5 mulheres. Nessa altura foi negociado um patrocínio com a SILVA/Louis Dutschmann, em que cada uma das partes suportava os custos de 50% do equipamento dos atletas. Houve então necessidade de escolher um modelo e respectivas cores para os fatos de treino e de competição.

Nessa altura foi convocado o melhor designer de roupa nacional, este vosso criado, que munido de lápis de cor preparou este portefólio muito diversificado de propostas, que foram depois colocadas a votação. Os mais observadores já adivinharam que acabou por ganhar uma variação da proposta K.

Sim, sim, bem sei que os fatos não são do agrado de todos, mas se isso vos serve de consolo eu fui um dos primeiros a usá-los (com a agravante de ser quando ainda estavam mais brilhantes) e também um dos que os usou mais vezes (novamente aqui se aplica a analogia com a cana do professor).
 
Ah, é importante que fique bem claro que declino qualquer responsabilidade na escolha da cor dos bonés, como se pode facilmente comprovar pela forma irreverente como uso o meu!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

I Campeonato Nacional do DE

Em Março de 1997 realizou-se em Almoster, o primeiro Campeonato Nacional de Orientação do Desporto Escolar, em que eu tive responsabilidades na parte técnica (penso que fui o Traçador de Percursos, mas já não tenho a certeza) e também faziam parte da Organização os Prof. José Leote e Paulo Mourão (peço desculpa a outros que terei esquecido)

As equipas participantes ficaram alojadas em Santarém, e seria interessante saber se ainda andam por aqui alguns dos atletas que participaram neste evento.

Mapa das Estafetas.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Camp. FA 1992 - Quando a Marinha meteu água


Em 1992 participei no Campeonato Nacional das Forças Armadas (Exército, Marinha, Força Aérea, GNR, PSP e Guarda Fiscal) que decorreu nos mapas de Palma e Casebres, perto de Alcácer do Sal. A organização do Campeonato esteva a cargo dos Fuzileiros, tendo as equipas ficado alojadas no Corpo de Fuzileiros - Base Naval do Alfeite, em Almada.

No primeiro dia de prova lá madrugámos e após tomar um pequeno-almoço que não ficou para a história, formámos uma coluna de marcha e seguimos para a arena do evento.

Nestes campeonatos cada uma das equipas definia qual era a ordem de partida dos seus atletas, sendo sorteado apenas a sequência das equipas e como nessa altura era uma estrela em ascensão, invariavelmente partia em ultimo lugar da minha equipa. Assim, pude acompanhar tranquilamente a partida dos primeiros atletas e embora não pudéssemos ver a Partida, passado algum tempo começámos a ver os atletas a correr dum lado para o outro, numa encosta em frente a nós. Fomo-nos juntando tentando perceber onde estaria o ponto que eles procuravam, ficando cada vez mais confusos, já que eles pareciam correr em todas as direcções, sem qualquer lógica aparente.

Foi com expectativa que esperámos a partida do Paulo Palma, que era uma vedeta na altura e uma espécie de Mamede da Orientação, que preferia partir cedo. Passado um bocado também ele se juntou ao rebanho que deambulava na encosta e só passado algum tempo percebeu que algo de estranho se passava. Resolveu voltar à partida, onde concluíram que afinal tinham entregado o mapa do segundo dia, que tinha a Partida num local completamente diferente.

Quando a notícia chegou à Arena, finalmente tudo fez sentido e foi em ambiente de festa que gritámos a chamar de volta os restantes pastores. Fomos então informados pela organização que os mapas certos haviam ficado na Base e que teríamos que esperar que os viessem trazer. Finalmente após umas duas horas de atraso, lá foi dada de novo a partida e desta vez correu tudo tão bem que me sagrei Campeão das FA pela primeira vez - ficando, com alguma surpresa, à frente das estrelas da época: Paulo Palma, Francisco Pereira, José Redondo, Eurico Martins... (Onde raio param eles??).


Parece que esta lição foi bem aprendida já que nunca mais se voltou a cometer este erro (na verdade algumas organizações posteriores não o poderiam cometer mesmo que quisessem, pois no primeiro dia ainda não tinham o mapa do segundo...).