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Estou à espera das vossas histórias!!!

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Eu estava lá quando chegou o Sport Ident

Embora já não saiba quando usei o SI pela primeira vez, sei que fui um dos primeiros portugueses a fazê-lo e o mesmo se passou com o sistema Emit. Quando foi necessário escolher qual dos sistemas (SIdent ou Emit) iríamos usar em Portugal, eu defendi o SI principalmente por ser mais fácil de usar, embora ainda hoje não esteja certo de ter-mos feito a melhor escolha.
O SI foi usado pela primeira vez em Portugal durante o Congresso da IOF em 1998, na prova que organizámos para os congressistas, no Parque da Pena em Sintra (um destes dias falo-vos deste evento que foi bem curioso). A utilização do SI nesta prova permitiu que os responsáveis pela informática da WorldCup 2000 pudessem contactar pela primeira vez com o sistema, embora ele estivesse a ser operado por técnicos da SI.

No inicio de 2000 recebemos finalmente na FPO o equipamento SI que iríamos usar na WorldCup, muito do qual está ainda em uso agora. Passados uns dias convocámos os melhores peritos nacionais em SI (Armando Rodrigues e João Mota) para, numa espécie de Natal antecipado desembrulhar os presentes, com a inerente emoção à mistura.

Após ser feita a conferência do equipamento, lá avançaram para a excitante fase de testes, tendo começado por instalar o software e posterior ligação da “master” ao PC, que decorreu sem problemas. Seguiu-se a programação de estações para simular um percurso, o que tentaram de todas as formas possíveis e imaginárias sem sucesso. Vai de desligar o PC (já devem ter percebido que esta é a primeira panaceia de qualquer informático que se preze) e voltar a ligar, desligar e ligar de novo a base, experimentar com outras bases, tudo em vão.

Em desespero lá foram ler o manual de instruções, mas nem assim foi possível encontrar qualquer ideia que permitisse obter uma resposta das bases, que continuavam mudas e quedas. Depois de darem muitas voltas à cabeça assumiram, a muito custo, a derrota e resolveram mandar a “mulher” perguntar direcções (neste caso a mulher era eu). Liguei então para o Peter Hedberg da SI e lá expliquei o nosso problema. Só após despistarmos diversas possibilidades é que o Peter me perguntou se “tínhamos acordado as bases?”. Espanto geral na sede da FPO, afinal as bases têm uma costela alentejana e passam a maior parte do tempo a dormir!

O Peter informou-nos então que as bases têm embutido um interruptor electromagnético, que tinha que ser ligado com recurso a um íman cilíndrico, que vinha junto com o restante material. Em defesa dos nossos experts, declaro por minha honra, que a existência desse interruptor não é de forma alguma perceptível ao olhar para as bases. Ultrapassado esse obstáculo, tudo funcionou na perfeição e pouco tempo depois já estávamos a fazer percursos de picotagem, para ver quem conseguia ser mais rápido.

Posteriormente este “Iman” proporcionou mais alguns momentos de pura adrenalina, a algumas organizações de provas, por ter sido perdido… Lembro-me de algumas destas situações, mas lanço o desafio aos seus protagonistas, que aproveitem este espaço para exorcizar eventuais tensões traumáticas que ainda possuam.

PS: agora as bases já não precisam de ser acordadas, pelo que o “Iman” se tornou obsoleto…

domingo, 14 de agosto de 2011

Eu estava lá quando foi eleito o Logo do POM.


Em 1997 foi lançado pela FPO um concurso para escolher o Logo, para ser estreado no POM-98 e depois também usado nas seguintes edições do evento.

Também neste caso fui incumbido de receber as propostas e de as preparar para serem submetidas à votação, mas ao contrário do que alguns estarão a pensar, desta vez optei por não apresentar qualquer proposta, apesar do sucesso obtido recentemente com o Logo da WorldCup.

De qualquer forma acabei por ter alguma influência no Logo vencedor, já que insisti junto do Armando Rodrigues para reformular um Logo que ele tinha apresentado para a WorldCup, que acabou por ser o vencedor do concurso e manter-se em uso até hoje.

Pois é... ao contrário do que muitos pensavam, aquele AR que aparece no Logo junto à baliza, não é Assembleia da República, mas tão-somente a assinatura do designer Armando Rodrigues!

Embora perdedor, quero também destacar um outro Logo a concurso, da autoria do nosso amigo Alexandre Shirinian que, cheio de simbolismo, segue claramente a escola soviética. Ele desenhou o Logo à mão (como fazia com todos os mapas) e depois eu desenhei-o em OCAD.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

I Congresso Nacional de Orientação - 1994



Em Dezembro de 1994, a FPO organizou o seu primeiro Congresso Nacional, que decorreu no Centro de Estágios da Cruz Quebrada.

Junto podem ver o programa do Congresso com os temas abordados neste Congresso, o ofício de convite aos Clubes e Associações e algumas fotos.

Como é tradição na nossa modalidade, também neste Congresso foi organizado um evento informal de Orientação no mapa Jamor, destinado aos congressistas. Já não sei se fui que planeei os percursos, mas lembro-me de ter colocado os pontos no terreno (aqui neste desterro não tenho o mapa do Jamor, mas assumo já o compromisso de o publicar em breve).

Dos vários participantes na prova, terá sido a Ana Dominguez que ficou com uma recordação mais profunda dela, já que foi atacada por um cão e teve que ser assistida no hospital. O cão era na verdade uma cadela que tinha tido crias numa toca na floresta.

Quando estava a colocar os pontos passei junto à cadela, mas nessa altura ela nem me ladrou. Suponho que  depois foi ficando cada vez mais zangada com a passagem dos atletas em corrida e acabou por eleger a Ana com alvo (seguramente ela tinha mais chicha que eu nessa altura).

Já agora aproveito para partilhar a minha técnica para lidar com os cães, que até agora tem dado resultado (só fui mordido uma vez, por uma amostra de cão em Monsanto, mas apenas porque o ignorei quando me ladrou e continuei a correr. Resultado, um buraquinho no gémeo e uma cratera no meu ego): se um cão me ladra eu páro e enfrento-o com a maior tranquilidade possível. Esta reacção (ou ausência dela) deixa sempre os cães confusos e invariavelmente param surpreendidos. Por norma depois ainda tento fazer amizade com eles, normalmente com sucesso, pelo que fico com uma companhia por algum tempo.

O encontro imediato em que cheguei a duvidar do sucesso desta técnica foi com um Serra da Estrela e aconteceu em Alcaínça - Mafra. Nesta caso o cão veio na minha direcção a ladrar furiosamente e só parou a um escasso metro de mim, ficando a arreganhar-me os dentes durante o que me pareceu uma eternidade. Finalmente lá se acalmou (e eu também) e acabou por me seguir durante o resto da manhã, como um cachorrinho.

Atenção que ao vos falar nesta estratégia, não estou de forma alguma a sugerir que a apliquem e desde já declino qualquer responsabilidade nos danos que possam vir a sofrer em consequência disso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Equipamentos da FPO

Em 1995 foi decidido que Portugal iria estar representado no WOC na Alemanha, por uma equipa constituída por 5 homens e 5 mulheres. Nessa altura foi negociado um patrocínio com a SILVA/Louis Dutschmann, em que cada uma das partes suportava os custos de 50% do equipamento dos atletas. Houve então necessidade de escolher um modelo e respectivas cores para os fatos de treino e de competição.

Nessa altura foi convocado o melhor designer de roupa nacional, este vosso criado, que munido de lápis de cor preparou este portefólio muito diversificado de propostas, que foram depois colocadas a votação. Os mais observadores já adivinharam que acabou por ganhar uma variação da proposta K.

Sim, sim, bem sei que os fatos não são do agrado de todos, mas se isso vos serve de consolo eu fui um dos primeiros a usá-los (com a agravante de ser quando ainda estavam mais brilhantes) e também um dos que os usou mais vezes (novamente aqui se aplica a analogia com a cana do professor).
 
Ah, é importante que fique bem claro que declino qualquer responsabilidade na escolha da cor dos bonés, como se pode facilmente comprovar pela forma irreverente como uso o meu!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eu estava lá quando foi eleito o logo da World Cup 2000


Como é do conhecimento geral, Portugal organizou o Final Round da Taça do Mundo em 2000, na Marinha Grande - Leiria e em Monsanto - Lisboa. Inicialmente a ideia era uma organização conjunta com Espanha, mas acabámos por avançar sozinhos e surpreendentemente fomos escolhidos, em detrimento outras candidaturas com mais créditos (claro que o exotismo da Orientação em Portugal também deve ter pesado a nosso favor).

A organização envolveu técnicos voluntários de todo o país, que conjugaram vontades e esforços, para organizar um evento de grande qualidade, que afirmou definitivamente Portugal como país com grande capacidade organizativa, também na Orientação.

Dois anos antes da prova foi lançado um concurso para eleger o logótipo do evento. Nessa altura eu trabalhava na FPO (DTN) e mesmo sem ter qualquer experiência anterior em design, decidi-me a apresentar também uma proposta.

Como aconteceu em relação ao concurso de frases do COAC, também neste caso despertei uma fera designer adormecida em mim e acabei por apresentar mais de duas dezenas de propostas, sendo que na sua maioria eram variações do mesmo tema.

Com a apresentação de tantas propostas as minhas probabilidades de ganhar aumentaram muito e de facto acabou por ser escolhida uma delas. Aproveito para esclarecer os mais desconfiados que foi uma escolha cega e que me coube a mim numerar as propostas, pelo que só eu sabia quem eram os candidatos (vocês são terríveis... não eu integrava o júri! Lembro-me que dele faziam parte o Gino, a Isilda Santos, o Francisco Pereira e mais dois que não recordo).

Como devem imaginar, acompanhei as apreciações das propostas com muito interesse e expectativa, vendo as propostas minhas concorrentes a caírem uma a uma, e foi já inchado de orgulho que no final assumi a paternidade do Logo vencedor.

Para terminar refiro que acho que esta minha única incursão no design gráfico foi muito feliz e resultou num logo apelativo e cheio de significado... quem sabe passa por aí a alternativa à minha actividade estagnada de Cartógrafo (para que não restem duvidas o logo resultou dum aglomerado de plágios, mas acho que isso deve ser prática corrente neste metier).

PS: Só por curiosidade, este tema ocorreu-me porque reparei que tinha vestido uma t-shirt da World Cup com o logo, já com 11 anos... o que atesta desde logo a sua longevidade (e do algodão da camisola).
Algumas variações do logo. Infelizmente já não encontrei todas as minhas propostas que foram a votação...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Estágio de Natal 199?


Estes foram os 30 participantes no primeiro Estágio de Natal, que decorreu em São Pedro de Moel, tendo o alojamento sido na Colónia de Férias e as refeições na Residencial Miramar. Os treinos técnicos decorreram nos mapas de S. Pedro de Moel e de Picassinos.

Infelizmente já não estou certo sobre quem foram os outros monitores, mas penso que um deles era o Pedro Liberto (onde raio pára ele??).

Não me recordo de muitos pormenores sobre a forma como decorreu o Estágio, mas lembro-me duma Ana, duplamente Nova, que antes ainda do primeiro treino desatou a chorar por ter medo de ir sozinha. A solução encontrada foi ela fazer os percursos com o irmão (mais velho).

Os jovens eram oriundos de vários Clubes e muitos deles ainda continuam a divertir-se nas nossas florestas. Eu ainda consigo identificar a maioria deles, mas vou optar por deixar esse desafio para vocês. Quem está aqui que se acuse!

Ah... já me esquecia... também houve um concurso de construções na areia e estas mereceram fotografia!


Como diria o Dinis Costa "gatinhava a década de 90"... eu estou a investigar em que ano foi.... e depois completo!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Clinic de Cartografia cacofónico!

Suponho que o Gino estava atrás da câmara...
Nesta foto vemos os participantes num Clinic de cartografia IOF, que decorreu no Centro de Estágios do Jamor, há alguns anos.

O formador foi Soren Nilsen e para além da participação de vários cartógrafos portugueses, estiveram também presentes 4 cartógrafos espanhóis.

A razão pela qual relembro aqui este clinic, tem a ver com a complexidade linguística da situação, que passo a descrever:

O Clinic realizou-se em Portugal, ministrado por um formador Dinamarquês que se expressou em Inglês, que era depois traduzido por um português (este vosso criado) para espanhol, já que era a única língua "dominada" por todos os formandos! Ah... e ainda contou com alguns inputs dum russo (Alexandre Shirinian) numa espécie de português.

Da próxima vez que se quiserem queixar da qualidade de um mapa português... vale a pena pensar nisto!