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Estou à espera das vossas histórias!!!

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Onde raio páram as gémeas Robertson?

Esta foto foi usada numa brochura de promoção de Orientação.
A família Robertson era presença habitual nas nossas provas até meados da década de 90, tendo representado o Clube Alto do Moinho. Originária da Grã-Bretanha era constituída pelo casal Robertsom (Steve e Julia) e, como já devem ter adivinhado pela foto, duas filhas gémeas Nicola e Suzy. 
Acabei por nunca privar de perto com os Robertson, pelo que não tenho muito mais a acrescentar sobre eles, mas decerto que alguns de vocês podem partilhar mais alguma informação. 
Será que as gémeas ainda continuam a praticar Orientação???
 Ah... claro que eu não faço a mínima ideia de qual é a Nicola e qual é a Suzy, ou mesmo se estas duas fotos não são da mesma gémea!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Estágio em Estarreja 199?


Esta foto é dos participantes num estágio que decorreu em Estarreja, mas não sei em que ano se realizou (como o Jorge Baltazar ainda tinha o cabelo preto, deve ter sido mesmo há muito tempo...). Grande parte destes jovens ainda andam por aqui, mas alguns também já merecem um "Onde raio param eles".

Confesso que já não me lembro de nada em particular dele, excepto que houve uma complicação com umas chamadas telefónicas, mas sobre esse assunto é melhor ser o Pedro Nogueira a falar.

Penso que foi neste Estágio que o Daniel Filipe (filho do Altino - Onde raio para ele???), embirrou com um ponto que estava numa colina e ele teimava em procurar numa depressão. A partir daí ele passou a ser conhecido por Colinas e depois ainda acabei por dar esse nome a um cão que tive...

Aproveito para fazer uma justa homenagem ao Stand Auto Moticristo de Mafra, que nos emprestou carrinhas sempre que tínhamos necessidade, sem qualquer custo (podem ver uma dessas carrinhas no lado esquerdo da foto).

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quando perdemos o Norte

 
Como muitos de vocês se devem lembrar durante alguns anos os campeonatos nacionais eram organizados pela FPO, acabando a sua coordenação por sobrar invariavelmente para mim e para o Jorge Simões. Hoje quero vos falar do Campeonato Nacional de Dist. Clássica 2001/2002, que decorreu no inicio de Abril de 2002 em Portel. Para os mais distraídos a actual distância Longa começou por se chamar Clássica, assim como a Média se chamava Curta, o Sprint se chamava Park-O, a Orientação de Precisão era Trail-O… Ah, descansem que não vou falar nos vários nomes que já tiveram os escalões de Promoção, nesse caso por manifesta falta de espaço…


Como quase sempre acontece nas provas de Orientação, era um problema conseguir mobilizar os voluntários necessários para organizar os campeonatos, pelo que acabávamos por ter equipas minimalistas, tendo cada um de nós que acumular várias tarefas e invariavelmente fazer horas extraordinárias. Confesso aqui que marquei muitos dos pontos dos campeonatos nacionais durante a noite, e embora de certa forma o tenha feito por necessidade, a verdade é que até apreciava estas incursões de mapa na mão, solitárias e nocturnas.

Também em Portel eu estava a preparar-me para ir colocar pontos por volta das 2h00, neste caso sem grande ânimo já que chovia a cântaros, quando o Carlos Lisboa (que tinha impresso os mapas e era também voluntário na organização) se apercebeu que os mapas do dia seguinte (clássica) não tinham meridianos (linhas Norte/Sul)! Eu tinha sido o Traçador dos Percursos e tinha também feito os arranjos gráficos do mapa, pelo que a responsabilidade dessa falha era minha. Fizemos um brainstorming, tentando encontrar uma forma de resolver o problema, sendo que já não era possível imprimir novos mapas (nessa altura o Lx tinha a sua impressora em Estarreja).

Foi o próprio Lx que sugeriu a solução que acabou por ser usada: abrir os sacos dos mapas, desenhar os meridianos com uma caneta azul e voltar a ensaca-los de novo. Assim que tive a linha de montagem em plena laboração, lá fui marcar os pontos e quando voltei passadas umas horas, eles também estavam a terminar a sua tarefa, pelo que ainda tivemos direito a umas duas horas de sono. Os participantes nessa prova acabaram por nem se aperceber dessa situação (como podem ver no mapa acima o trabalho foi muito profissional) e agora também já não vale a pena reclamarem, pois o “crime” já prescreveu.

Não posso terminar sem destacar uma voluntária especial nessa prova - a Maria Amador – que estava grávida de 5 meses do André, e nem mesmo assim se baldou à noitada, nem ao diluvio nas Partidas!

As fotos abaixo são da prova de Sprint, realizada no dia seguinte.

Onde raio pára o Nuno Lemos?
Manuel Tavares
Acácio Porta Nova

terça-feira, 5 de julho de 2011

Camp. FA 1992 - Quando a Marinha meteu água


Em 1992 participei no Campeonato Nacional das Forças Armadas (Exército, Marinha, Força Aérea, GNR, PSP e Guarda Fiscal) que decorreu nos mapas de Palma e Casebres, perto de Alcácer do Sal. A organização do Campeonato esteva a cargo dos Fuzileiros, tendo as equipas ficado alojadas no Corpo de Fuzileiros - Base Naval do Alfeite, em Almada.

No primeiro dia de prova lá madrugámos e após tomar um pequeno-almoço que não ficou para a história, formámos uma coluna de marcha e seguimos para a arena do evento.

Nestes campeonatos cada uma das equipas definia qual era a ordem de partida dos seus atletas, sendo sorteado apenas a sequência das equipas e como nessa altura era uma estrela em ascensão, invariavelmente partia em ultimo lugar da minha equipa. Assim, pude acompanhar tranquilamente a partida dos primeiros atletas e embora não pudéssemos ver a Partida, passado algum tempo começámos a ver os atletas a correr dum lado para o outro, numa encosta em frente a nós. Fomo-nos juntando tentando perceber onde estaria o ponto que eles procuravam, ficando cada vez mais confusos, já que eles pareciam correr em todas as direcções, sem qualquer lógica aparente.

Foi com expectativa que esperámos a partida do Paulo Palma, que era uma vedeta na altura e uma espécie de Mamede da Orientação, que preferia partir cedo. Passado um bocado também ele se juntou ao rebanho que deambulava na encosta e só passado algum tempo percebeu que algo de estranho se passava. Resolveu voltar à partida, onde concluíram que afinal tinham entregado o mapa do segundo dia, que tinha a Partida num local completamente diferente.

Quando a notícia chegou à Arena, finalmente tudo fez sentido e foi em ambiente de festa que gritámos a chamar de volta os restantes pastores. Fomos então informados pela organização que os mapas certos haviam ficado na Base e que teríamos que esperar que os viessem trazer. Finalmente após umas duas horas de atraso, lá foi dada de novo a partida e desta vez correu tudo tão bem que me sagrei Campeão das FA pela primeira vez - ficando, com alguma surpresa, à frente das estrelas da época: Paulo Palma, Francisco Pereira, José Redondo, Eurico Martins... (Onde raio param eles??).


Parece que esta lição foi bem aprendida já que nunca mais se voltou a cometer este erro (na verdade algumas organizações posteriores não o poderiam cometer mesmo que quisessem, pois no primeiro dia ainda não tinham o mapa do segundo...).

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ainda sou do tempo em que se carimbavam os percursos nos mapas!


Esta afirmação deve parecer estranha à maioria de vocês, mas é mesmo verdade que na década de 80 e princípios de 90, se usava um carimbo gigante para imprimir os percursos nos mapas. O sistema designava-se por Mulle, era de origem Sueca (de onde mais poderia ser...) e na FPO existiam dois deles, que andavam numa roda viva por todo o país!

Como já referi antigamente eram impressas algumas centenas de mapas na gráfica, que eram posteriormente usados em treinos e competições, havendo necessidade de imprimir os percursos. O sistema Mulle consistia em duas placas sobrepostas, sendo que a inferior tinha uns entalhes, onde se colocava o mapa sempre no mesmo local e uns encaixes para a placa superior, que era amovível. Era nesta última que se colavam as borrachinhas que tinham os vários elementos do percurso em relevo (triângulo, chegada, círculos, traços de união, copo, números, etc.).
 
Vou tentar descrever todo o processo, indicando exaustivamente os passos  por ordem cronológica. O objectivo desta lição é que todos vocês fiquem proficientes nesta tarefa, pois com esta crise pode voltar a ser necessário...

1 - planear os percursos e desenhar cada um deles individualmente num mapa;

2 - colar fita adesiva de duas faces na placa superior (deve ficar uma área adesiva sensivelmente do tamanho do mapa);


3 - colocar o mapa com o percurso nos entalhes da placa inferior (não se esqueçam de insistir com a gráfica para ter muito rigor no corte dos mapas, pois qualquer desvio irá reflectir-se na qualidade do processo. Tentar usar mapas do mesmo maço, pois tiveram previsivelmente um mesmo corte);

4 - colocar o triângulo, a chegada e os círculos em cima do mapa, nos locais correspondentes, com a parte em relevo voltada para baixo;

5 - pegar na placa superior e encaixá-la na inferior, por forma a que os elementos colocados no mapa fiquem colados na fita adesiva;

6 - molhar o "carimbo" na almofada. Não tinha referido ainda mas sim, como qualquer carimbo, este também tem uma almofada gigante, que está embebida em tinta magenta (que saudades que eu tinha do cheiro característico daquela tinta... valeu a pena ir à FPO só para snifar a almofada);

7 - com o carimbo já embebido em tinta, voltar a encaixar na placa inferior, imprimindo assim esses elementos no mapa;

8 - verificar a posição dos elementos impressos e corrigir algum que esteja fora do sitio;

9 - colocar todos os elementos complementares (água, passagens obrigatórias, caminhos interditos, escalão e duas miras) em cima do mapa e proceder à sua colagem;

10 - colocar a placa superior numa mesa com os elementos voltados para cima e usar as tiras de vários tamanhos que têm uma linha em relevo, para unir os vários pontos. Quando necessário usar duas ou mais tiras (evitar ao máximo cortar estas tiras);

11 - proceder à numeração dos pontos, que pode ser feito colocando os números em cima do mapa, mas é mais fácil fazê-lo directamente na placa superior. Como os números são colados invertidos, prestar especial atenção ao algarismo 4, pois é frequente ficar mal colocado.

Neste momento o carimbo está pronto, pelo que se pode dar inicio ao processo de impressão, que requer duas pessoas. Uma delas fica encarregue de ir colocando os mapas na posição certa na placa inferior e após impressão retirá-los, verificando a sua qualidade (olhar em particular para as miras para confirmar acerto). A outra pessoa limita-se a molhar o carimbo na almofada e pressioná-lo sobre o mapa (deve estar atento à qualidade da impressão e adicionar mais tinta na almofada se isso se justificar.

Como já perceberam esta era uma tarefa delicada e morosa, pois tinha que ser repetida para todos os percursos. Era muito importante definir uma ordem de impressão que permitisse usar o máximo possível do percurso anterior, para minimizar o trabalho.

Nos vários clubes foram surgindo verdadeiros experts neste processo, entre os quais destaco o Paulo Marques - AAMafra (marido da Teresa), pois desempenhava esta tarefa com um rigor e qualidade invejáveis. Por falar nele... Onde é que raio pára o Paulo Marques???
Este sistema pode parecer arcaico (e agora é) mas na altura era verdadeiramente revolucionário, pois antes dele os percursos eram desenhados à mão, sendo cada um deles uma obra de arte única.

Não deixa de ser irónico que após quase 20 anos de desuso, eu me tenha dado ao trabalho de fazer o melhor manual de utilização do sistema Mulle, de sempre!!

Infelizmente a maioria das borrachas estão completamente estragadas, parecendo quase gomas. Parece que a relação da borracha com a tinta não é muito boa e só as palavras em sueco e os escalões mais velhos (-65 -70 -80) estão em boas condições, por terem sido pouco usadas.

PS: Numa próxima crónica conto-vos a melhor estória que envolve o Mulle e um "roubo" de fita...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Onde raio pára o Manuel Cardoso Ferreira?


Logo no primeiro artigo deste Blog fiz referencia a este "Dinossauro" da Orientação Portuguesa, referindo que foi ele a primeira pessoa a quem ouvi falar de Orientação e talvez que o facto de estar aqui hoje seja o resultado da forma apaixonado como o fez.

Mais do que uma busca de facto pelo Cardoso Ferreira, já que tenho mantido contactos regulares com ele, quero prestar aqui uma homenagem a este grande Senhor, que está a passar por problemas de saúde complicados, mas estou certo que com a sua determinação, irá seguramente vencer mais este desafio.

Conheci-o no longínquo ano de 1989, quando era Major e comandante do Batalhão de Instrução nos Comandos, em que eu estava incluído como instruendo. Já nessa altura era muito considerado no meio militar e recordo que tinha dois cognomes, cujas histórias desconheço: Capitão Granada e Máquina!

Foi também ele que incutiu em mim o gosto pelas actividades de cordas verticais, para as quais tinha já uma natural aptidão e não esqueço que me transmitiu o "segredo" de descer a corda de 10 metros invertido e sem mãos.
Embora fosse um Oficial Superior, sempre aplicou essa "superioridade"  sob a forma de trato afável e próximo aos seus subordinados, granjeando estima e admiração de todos eles.

Posteriormente estivemos juntos no projecto da Secção de Orientação da Associação de Comandos, que teve como ponto alto a obtenção do terceiro lugar no Campeonato Nacional de Estafetas em 1995/96, na Atalaia, em que para além de nós os dois, fez parte da equipa o nosso amigo Joaquim Sousa. O Cardoso entrou na equipa por impedimento do Paulo Alípio, o que ainda tornou o resultado  mais saboroso.

Mando aqui um grande abraço para o meu amigo Manuel, com votos de rápidas melhoras e renovo o desafio para se voltar a perder entre nós!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Onde raio pára o Alexandre Reis, o Armando Sousa e o Bruno Gonçalves?

Este artigo também se poderia chamar:

Ainda sou do tempo em que o Soares dos Reis se chamava Alexandre Reis, o Santos Sousa era Armando Sousa e o Miguel Morais era um imberbe Bruno Gonçalves!

Mas como sei que o cheiro da hemoglobina atrai muitos leitores optei pelo primeiro, embora este artigo seja completamente inócuo. É verdade... a tirania das audiências também já chegou aqui!!!

Pois é… na nossa modalidade também há vira-nomes (provavelmente há outros que desconheço ou dos quais não me lembro)! Não, eles não são drag-queens, nem travestis e tanto quanto sei, nem o objectivo foi ficarem com um nome mais teatral. 

Se bem me lembro a razão para a troca foi muito mais terrena. Eles apenas se cansaram de serem sistematicamente colocados a saírem nos primeiros lugares das listas de partida. Sim, já adivinharam... tempos houve em que os sorteios de partida não eram completamente sorteiros (decerto que se lembram que eu disse que me sentia livre para inventar palavras aqui…). Parece que o software usado na altura tinha apenas alguns parâmetros para definir o sorteio e tinha uma predilecção por ordenar pelo primeiro nome (eles eram todos AA e B).

Confesso que não sei se esse problema de mantém com os programas usados agora, mas suponho que não, pois não me tenho apercebido de mais trocas de nome (mas também longe vai o tempo em que conhecia a maioria dos praticantes pelos nomes).

Partindo do princípio que este problema está resolvido, admito que gostaria de ter o Alexandre, o Armando e o Bruno de volta! Amigos, voltem… estão perdoados!

PS: este artigo foi escrito antes da prova do COAC, onde me pareceu já ter visto o Armando por lá…

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Onde raio pára o Chino Koji

Com esta crónica vou dar inicio a uma nova rubrica designada por "Onde raio pára o (a)", que como penso ser perceptível pelo nome, pretende relembrar alguns companheiros da Orientação, que por alguma razão se afastaram de modalidade e quem sabe assim conseguir que regressem.

Inicio esta rubrica com o Chino Koji (de branco na foto), japonês que no inicio da década de 90 era presença regular nas nossas provas. Personagem muito simpática e querida de todos nós, era possuidor dum sorriso constante e nada poupado nas vénias. Lembro-me que quando regressou ao Japão teve a gentileza de me oferecer um bonito porta-cartas para fixar na parede, que ainda guardo.

Esta foto é da entrega de prémios duma prova em Aveiro (organização da Anort) seguramente numa das Gafanhas (que na altura eram um dos centros da Orientação Nacional), e para além de mim, estão também presentes o Paulo Alípio e o Alcobia Ribeira (também ele desaparecido da Orientação...). 

Ah.... esperem. Parece que falta alguém na foto! Sim.. claro, já me lembrei. Falta o Joaquim Sousa, que até hoje ainda não recuperou do trauma de ficar sistematicamente fora do pódio, para dar lugar ao Chino, sempre que ele estava presente. 
Aliás.. agora que penso nisso será que o Ti Quim teve alguma coisa a haver com o desaparecimento do Chino???

Se alguém souber do paradeiro do Chino Koji, agradeço notícias!